2008/07/07

Blu ray de 400GB

Investigadores criaram um disco Blu ray de 16 camadas, com um total de 400GB.

Ainda não se sabe quando (ou se) isto chegará ao mercado, e considerando a lenta adopção deste novo formato e as incompatibilidades actuais entre os vários "profiles" existentes, se alguma vez este formato via "pegar" como o DVD.

Para além disso, 400GB - lamento dizê-lo - já não impressiona ninguém.

Longe vão os tempos onde um CD com 700MB causava imensa admiração e servia de repositório de tudo e mais alguma coisa. Época em que tinhamos discos de 200 ou 300MB nos nossos computadores.
Agora, ter discos de 500GB ou 1TB já é comum... e pela altura em que estes discos de 400GB chegarem cá fora, provavelmente já teremos discos de 5TB como foi recentemente anunciado por alguns fabricantes de discos rígidos...

Cada vez mais, o formato "offline" parece estar relegado para aplicações cada vez mais secundárias. (Tornando-se obsoletos no espaço de tempo que demoram a ser desenvolvidos.)

via [Gizmodo]

12 comentários:

  1. 400GB impressionam-me. Aliás, assustam-me ao ponto de ter ataques de pânico! Tanta informação num disco óptico é uma tragédia à espera de acontecer. Fungos, riscos, etc. Vou continuar com os meus modestos DVDs de 4.7 e para coisas maiores, disco externo.

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  2. Exacto. É mesmo esse o sentido em que as coisas seguem: discos externos/NAS em RAID para segurança dos dados.

    E sim, já não falando na fiabilidades dos discos ópticos...
    (muitos amigos meus queixam-se de que, quando pegam em CDs/DVDs com meia dúzia de anos, muitos deles já não são reconhecidos)

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  3. A meu ver, continuam a por respeito :o)

    Para certas coisas, é muito bom poder armazenar "de lado".

    Só para te dar um exemplo, recentemente comprei uma máquina cá para casa para funcionar de PVR e NAS.

    Como tinha espaço, comecei a sacar coisas e mais coisas e a copiar tudo quanto era lixo para lá.

    Conclusão: em cerca de 3 meses enchi 1.x teras e não tenho espaço para comprar mais discos (além do custo deles...)

    Hugz,
    Luís

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  4. Encher Teras é facil... (e espera até começares a sacar em alta-definição! ;)

    No entanto, os discos são mesmo mais económicos. Ve quanto custa um disco Blu ray de 25GB: 20 ou 25 Euros.
    Por 125 compras 5 BR de 25 GB = 750GB
    Pelo mesmo preço compras um disco de 1TB.

    E sejamos francos... das centenas de CDs/DVDs que por aí tenhas - quantas vezes os usaste realmente?

    Já dei por mim a sacar novamente as coisas em vez de ter que as procurar nos montes de CDs.

    Se não está no disco, as probabilidades de se usar baixam drasticamente. Daí que a próxima grande "revolução" que eu antecipe seja no mercado dos NAS de baixo custo para ter em casa.

    (De momento, um caixa com 4 discos com raid, custa uma fortuna - e não há motivos para isso)

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  5. Vocês estão a comparar aqui duas coisas totalmente distintas, que são o mundo empresarial e o mundo do 'entertainment'. Não é novidade nenhuma quais são os métodos de armazenamento de informação a nível empresarial, e não é nesse sentido que as coisas seguem, mas sim como sempre foram. E é apenas uma questão de dinheiro e ordem de grandeza. Mas, falando da razão pela qual os discos ópticos apareceram:

    1. Eu, como proprietário de alguma coisa, recuso-me a ter as minhas possessões em algo tão virtual e volátil como 'discos externos'. (De que forma poderia olhar e mostrar a minha bela videoteca? :) A NÃO SER QUE:

    2. Os fabricantes começassem a lançar em discos externos os filmes, música, software, etc. OBVIAMENTE, que não o vão fazer devido aos custos que os discos têm, logo, o formato óptico está para durar... e ainda bem! E se o CD não é muito fiável, já o DVD é melhor, e o BluRay ainda melhor é...

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  6. Sim, são coisas diferentes.

    Mas ultimamente, quer eu quer os meus amigos e conhecidos, especialmente aqueles que também possuem muitas centenas(milhares?) de CDs, DVDs - e já nem falo na quantidade astronómica de cassetes VHS obsoletas - estão cada vez mais "fartos" de todo o espaço que estas colecções ocupam.

    Poder ver um filme à distância de um ou dois cliques no comando do media center, prontamente organizado por género, ou realizador, ou actor, é muito mais cómodo que andar a correr prateleiras e gavetas em busca de um filme que se queria ver.

    Aliás, na maior parte dos casos, antes de conseguir encontrar o filme, acabo por desistir e ver outro que entranto me surgiu à frente.

    Bem sei que isto será considerado "sacrilégio" por muita gente que adora ter a sua colecção orgulhosamente exibida nas prateleiras (e têm todo o direito de as ter assim) - mas, noto cada vez mais gente a dar mais valor à comodidade em detrimento das prateleiras.

    Quanto à fiabilidade... é tudo uma questão de usar sistemas que ofereçam um bom nível de segurança. E confio muito mais num disco rígido a longo prazo do que em qualquer suporte óptico.

    Basta olhar para os primeiros CDs que comprei, já com mais de 18 anos (gulp, estou velho!)... para ver que não inspiram grande confiança. E ao contrário do que dizes, nos DVD é ainda pior... e nos Blu ray então... falamos daqui a meia dúzia de anos! ;)

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  7. Concordo com o que dizes e percebo! Mas a verdade é que, pelo menos olhando para o preço dos DVDS, os discos são mais caros!

    Se fossem ao mesmo preço ou mais baratos optava por fazer backups de tudo para disco!

    Quanto aos bluediscs custarem 25 euros...espera até se tornarem de uso comum (se isso chegar :oP).

    Quanto custavam os cds virgens quando sairam? ;o)

    Lembro-me de ver TDKs a 2.5 ou 3CONTOS cada!

    Hugz,
    Luís

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  8. Nem me fales...
    O primeiro gravador de CDs a que tive acesso, comprado por um conhecido meu, custou 800 cts.
    E claro está, era 1x!

    1h para cada gravaçao...

    Ao menos dava pra por a conversa em dia.

    Imagine-se! Gravar CDs era um acto sociável! Ehehehe.

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  9. Ainda sobre o entertainment... Ter algo num disco óptico não invalida ter uma 'cópia' num mediacenter. Aliás, é a situação comum para esse procedimento ser legal. Claro que também já posso comprar pela web e ter conteúdo descarregado directamente para o disco, mas é exactamente isso que eu acho ser um passo muito 'complicado': ficar sem algo físico que prove a minha compra, e que eu possa mais tarde vender! E não falo de um recibo, mas sim de algo que não seja tão inócuo como um conjunto de bits disformes dentro de uma caixa. Ainda não conheço nenhum serviço de downloadable content que não tenha umas letrinhas pequeninas manhosas (em esforços contra a pirataria...) E supondo que mais tarde queres vender o teu conteúdo? É muito complicado pensar num mundo onde alguém te vai comprar um filme a ti, simplesmente porque está no teu disco rígido... Mas pronto, isto é uma perspectiva de alguém que valoriza muito as suas colecções (mesmo que as goste de ter em discos rígidos).

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  10. @butch

    Sim, não estou a por nada disso em causa. E a minha mulher que o diga... que esta sempre a tentar atirar a minha rica colecção de CDs e DVDs para o fundo de um armário qualquer! :)

    O que digo é que, não me estou a ver com vontade de "re-investir" num formato dito "HD" como o Bluray, que será certamente substituido daqui a meia duzia de anos, etc. e estar sempre preso neste ciclo vicioso.

    Daí que, acredito que o futuro vá um pouco no sentido do iTunes - e as novas geraçõe certamente já estarão muito mais habituada a isto. Em que os teus filmes, músicas, etc. Estão algures, quer seja num server remoto, ou num disco local, e que as acedas de onde quiseres, como quiseres, quantas vezes quiseres.

    Sim, há questões interessantes, como essa da "revenda"... que será algo agradável de discutir à medida que vão sendo propostas estes novos meios de distribuição.

    Mas, tendo por muitas vezes pago por software descarregado via web, acho que já estou um pouco habituado a pagar por "nada" de palpável - se bem que, admito, no início isso fazia sentir-me um pouco "estranho".

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  11. Eu ainda tenho comichões sempre que compro uma música no iTunes... especialmente quando vejo lá aqueles contadores de cópias... brrr... Mas que é muito mais cómodo... é.

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  12. Pois, o raio dos DRMs.

    Eu só comprei MP3 do "famoso" site AllofMP3 - quando ainda existia - porque ao menos aí comprava-se a música e pronto: ficavas com um MP3 para usares como bem entendesses.

    Espermos que a tendência actual para que o DRM desapareça se mantenha, e que em breve não precisemos dessas palhaçadas que só nos lixam.

    Quem quer piratar, pirata - sempre foi, e sempre será. Portanto, a solução é simples: fornecer um serviço de jeito, com preços justos, que facilitam a compra "legal."

    Porque, se a Universal ou MGM ou outras, vendem os DVDs a 1 ou 2 dólares na China, porque é que nos temos que pagar 20, 30, ou 40 Euros pela mesma coisa?

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