[Aviso: LONG POST!]
É que, parece que tenho um qualquer dom magnético que está sempre a atrair comentários que insistem em apontar todos os supostos "defeitos" do iPhone.
E até aqui tudo bem - não fossem alguns desses "defeitos" perfeitamente descabidos (enquanto outros há que são perfeitamente válidos, óbviamente.)
O que se segue é uma análise pessoal, e que obviamente não é (nem pretende ser) válida para todas as pessoas que lhe dêem /pretendam um perfil de uso diferente.
Comecemos então pelas principais críticas:
* Não tem compatibilidade Bluetooth.Ora, podiamos começar pela gramática... "compatibilidade Bluetooth"? Que é isso?
Bluetooth é um protocolo wireless, logo... que quer isto dizer: que o Bluetooth do iPhone é diferente dos restantes bluetooth?... Não.
Esta crítica refere-se ao tipo de ligações permitidas, que no caso do iPhone limitam-se a auriculares Bluetooth (profile HSP.) Mas nem sequer permitindo o uso de auriculares bluetooth stereo (perfil A2DP.)
Mas ao contrário do que muitos têm dito por aí, o iPhone funciona com qualquer auricular BT - e não apenas com os auriculares da Apple - eu que o diga, que comprei um fantástico auricular "topo-de-gama" (leia-se: o mais barato que encontrei) por 17 Euros, e que tem funcionado perfeitamente.
Pode argumentar-se que estas restrições se devem a:
1) proteger do acesso ao sistema de ficheiros do iPhone
2) evitar falhas de segurança no Bluetooth
(faz-me recordar aquele famoso bug nos Nokia, em que bastava dar um nome com um caracter "ilegal" ao nosso dispositivo Bluetooth, que todos os Nokia com bluetooth nas redondezas crashavam imediatamente.)
Mas, o que é certo - e considerando que o iPhone *não* permite o acesso (pelo menos de forma "legal") ao seu sistema de ficheiros, o que corta logo à partida a desculpa para ter a transferência de ficheiros via bluetooth (da mesma forma que não permite escolher um ficheiro para upload num formulário na net); e também *não* permite oficialmente que seja utilizado como "modem", o que corta outra das possibilidades que seria interessante - é que os restantes usos podem facilmente ser ultrapassado através do Wifi, Emails, e outras aplicações.
Uma vez mais, relembro que esta é apenas a minha opinião, que - nunca antes tendo tido telemóveis com bluetooth, me ajuda a não sentir falta de algo que raramente usei - para quem estiver habituado/depender do uso "alargado" do BT, então aí certamente sentirá (bastante) mais a diferença.
Saliento ainda o facto de ter o BT sempre ligado no iPhone tem impacto praticamente nulo na sua autonomia.
(Facto que já foi analisado medindo o consumo do aparelho com e sem o BT activado, e que reflectiu isso mesmo.)
* Não envia nem recebe mensagens multimédia.

Esta é clássica. Num aparelho que envia emails tão (ou mais) facilmente do que se envia um SMS, reclamam de não ter MMS. Elucidem-me sobre essa tão importante funcionalidade que são os MMS. Mais uma vez, nunca tive telemóveis capaz dessas maravilhosas capacidades pelo que não posso falar pessoalmente. Mas, fazendo um inquérito a todos os colegas e amigos que os têm, deparei-me com uma realidade curiosa: NENHUM deles alguma vez usou os MMS - excepção feita a 1 ou 2 quando compraram o telemóvel.
Eu próprio, em mais de 15 anos de uso de telemóveis... recebi um ou dois (com o famoso "link" a dizer: vá à net ver o seu MMS.)
Que raio de argumento é este, quando se tem à disposição a possibilidade de mandar textos e fotos via email? E se querem mandar vídeos... não é muito mais "in" fazer logo o upload do vídeo para um site estilo Youtube?
Mas - novamente - para quem de facto depender destes MMS para a vida diária... é mais que certo que deverá optar por outro modelo.
* É 3G mas não realiza vídeo-chamadas.

Este ponto é fotocópia do anterior...
Vejo milhares de Nokias e Samsungs, e outros telemóveis 3G com câmara frontal, todos os dias... no entanto, nunca vi nenhum deles a fazer uma vídeo chamada.
Novamente, um rápido inquérito por todos os meus colegas "3G":
"Quantas vídeo chamadas é que já fizeste? E quantas fazes por semana, ou por mês?"
Zero... zero... zero...
Acho que o Steve Jobs ou a sua equipa de engenheiros até poderia ter posto um buraco no lado frontal do iPhone para que as pessoas pensassem que lá estava uma câmara, só para que ficassem sossegadas com uma câmara sempre a apontar para si. Mas a realidade é que é um "não-assunto."
Já não chegam as restantes milhares de coisas que muitas vezes existem nos telemóveis e que nunca se usam?
Diga-se o que se disser, a câmara frontal e as vídeo-chamadas são algo que 99% da população continua a não usar. E não seria certamente o iPhone a vir mudar essa "tradição."
* Apenas tem câmara fotográfica de baixa resolução no verso.
Seria bem pior se não tivesse. :P
Bem sei que a tendência actual é para pensar no telemóvel como alternativa a uma câmara fotográfica dedicada. É uma questão de opinião e "política."
É bonito ver um telemóvel com 5 e 8 Megapixeis... mas para tirar partido disso, é necessário que tenham - no mínimo - uma lente de boa qualidade, com auto-focus, etc. etc.
Algo que aumenta o peso e complexidade do sistema, e que não enquadra no conceito/estilo do iPhone (pelo menos não deste modelo actual.)
A câmara do iPhone não é nenhum exemplo de referência neste campo - mas... aquilo é um iPhone, não é uma iCamera. E serve perfeitamente para o uso ocasional de tirar umas fotos para desenrascar, de tirar fotografias para usar nos contactos, etc.
Ter aumentado os Megapixeis só para dizer que tem mais megapíxeis, mantendo os restantes componentes ópticos não se traduziria em melhor qualidade de imagem, pelo contrário - apenas tornaria visíveis as falhas das lentes, para além de (ainda) pior desempenho em condições de baixa luminosidade.
Quando muito, gostaria de ter visto a Apple a usar uma câmara de resolução equivalente, mas com mais e melhor sensibilidade - isso sim, teria sido o passo ideal.
Novamente, quem depender do seu telemóvel para tirar fotografias "profissionais", está melhor servido optando por outro modelo...
* Não tem flash para a câmara fotográfica.
No seguimento do ponto anterior, não é isso que se pretende... mas ainda estou para ver uma fotografia tirada com o
Mas, eu compreendo... eu também gosto bastante de LEDs e tal, e fica sempre bonito ter uma luz no escuro. :P
Se é caso de quererem tirar fotos à noite, invistam numa câmara a sério, porque não vai ser o "flash" do vosso telemóvel que faz a diferença entre uma fotografia "péssima" e uma simplesmente "muito má."
* Não grava vídeos.De série, não... Embora já tenha sido demonstrado com o Qik a fazer stream em tempo real para a net.
Admito, poderia ser útil permitir fazer uns clips de vídeo, mesmo que limitados a X tempo.
Mas isso é algo que rapidamente será possível utilizando uma qualquer App.
* A bateria não é substituível.Ah, tinha que surgir mais cedo ou mais tarde.
Em abono da verdade, todas as baterias são substituíveis - exceptuando talvez aquelas que estão nas sondas Voyager e todas aquelas que se encontram um pouco distantes demais do serviço técnico mais próximo.
O primeiro iPhone tinha a bateria soldada aos circuitos, o que complicava bastante o processo. O iPhone 3G já tem um sistema de molas mais prático. Sendo no entanto ainda um processo "complicado", que requer que se desmonte grande parte do telemóvel - e que não deverá ser feito pelo utilizador comum.
Mas... até que ponto é que os utilizadores trocam de bateria?
Eu tenho telemóveis há 15 anos, e nunca comprei uma bateria de subsituição... nem nunca andei com baterias sobresselentes.
Mas, como não quero ser a excepção à regra... recorri novamente à minha "base de dados" de amigos e conhecidos: Quantos deles é que já compraram baterias para os seus telemóveis?
Fiquei surpreendido com os resultados, foram mais do que esperava... em 15 pessoas, 3 já tinham comprado baterias! Tchiii...
(E curiosamente todos eles têm Nokias - mas isso não tem a ver com o caso.)
Pessoalmente, o meu último telemóvel (Samsung) já com 6 anos de uso e bateria completamente viciada, continuava a dar perfeitamente para 2 dias de uso (ou 1 dia, com uso intensivo.) Pelo que não estou "traumatizado" com essa necessidade absoluta de ter que trocar a bateria.
Apesar de não conhecer pessoas que andem com packs de baterias nos bolsos (conheço sim, pessoas que têm os carregadores nos carros) mesmo assim isso é facilmente ultrapassado com packs de baterias extra que também existem para o iPhone.
Também é interessante ver que o iPhone volta a 100% de bateria em menos de 2h de carregamento.
* A bateria tem uma duração reduzida.

Comparada com...?
Pelos testes que têm sido publicados, a autonomia do iPhone está no topo da lista para um dispositivo com estas características, mesmo quando comparado com Nokias. E não esquecer que, quanto mais se usa, mais depressa se gasta, pelo que não se pode comparar andar a navegar na net por 2h com o iPhone, com outro telemóvel que ficou "encostado" o dia todo.
É que, efectivamente, com o iPhone dá vontade pegar nele e usá-lo, em vez de preferir esperar chegar até um computador para tratar do mail e navegar na net.
* A bateria começa a perder qualidade após 300/400 cargas.

Ora bolas... e eu a pensar que o iPhone viria com uma bateria vitalícia...
Não se entende então porque é que existem tantas baterias à venda nas lojas... segundo este conceito, apenas deveriam existir baterias à venda para iPhones, não?
De qualquer maneira, mesmo isto está errado... o que acontece com *todas* as baterias de Iões de Lítio é mais do género:
A unique drawback of the Li-ion battery is that its life span is dependent upon aging from time of manufacturing (shelf life) regardless of whether it was charged, and not just on the number of charge/discharge cycles. So an older battery will not last as long as a new battery due solely to its age, unlike other batteries. This drawback is not widely published.
[Wikipedia]
Por isso é que "não faz mal" carregar-se uma bateria de li-Ion sempre que se tenha hipótese, em vez de esperar até que esteja "em baixo." (Algo que muita gente continua a fazer, por tradição, depois de anos a usar baterias de NiCd e NiMh.)
* As aplicações não correm 2º plano.Correcção: as aplicações de terceiros.
Novamente, é uma questão de política... permitir que uma aplicação fique a correr em segundo plano, ou não? Há vantagens e desvantagens. Durante anos, muita gente reclamou de ter aplicações a correr em segundo plano sem saber. (Os famosos sistemas operativos que nem tinham a possibilidade de fechar uma aplicação - sendo necessário *outra aplicação* para fechar as outras.)
Para o utilizador comum, será provalmente a melhor opção e de mais fácil compreensão. Se sai de uma aplicação, é porque não está interessado nela - é para fechar. (Em vez de a deixar a funcionar sem saber.)
Para utilizadores avançados, há sempre maneira de
(Para além disso, as próximas actualizações do firmware podem muito bem resolver este - e muitos outros - "problemas".)
* Não existe a função Copiar/Colar para texto.
Até que enfim, algo que é realmente inexplicável... até o meu meu velho Samsung só com texto tinha a possibilidade de copy-pastar um número.
Já foi demonstrado várias vezes como seria possível implementar o Copy-Paste no iPhone de forma não intrusiva (nem que ficasse como opção avançada) pelo que é incompreensível o porquê de tanto atraso por parte da Apple.
* Não permite comandos de voz.Isto é algo que pessoalmente gostaria que já viesse de fábrica. Mas que é facilmente resolvido de forma oficial ou não.
* As músicas não podem ser usadas como toques.
Ai não?... Não sabia....
Ou para quem não quiser ter trabalho com os toques de telemóvel no iPhone... iRinger.
* O Sistema Operativo ocupa cerca de 700MB.
E...???
Fica mais pesado no bolso? Gasta mais bateria? os 15.3GB que sobram não chegam (ou 7.3GB no iPhone "mais pequeno")?
* O GPS é através de Google Maps.
hummm... mais uma gramática duvidosa. Mas pronto...
Deveria ser: a aplicação de mapas que vem com o iPhone é baseada no Google Maps. O GPS é o GPS e não é através de nada...
Quanto a isso ser vantagem ou desvantagem, não sei... mas parece-me que seja uma vantagem.
Mapas sempre actualizados, de forma *gratuita*, sem necessidade de actualizações anuais pagas.
Aliás, a aplicação Google Maps está disponível para outros dispositivos (como os Nokia) e toda a gente diz bem dela - só não a usando mais porque... não têm tarifários que lhes permitam o tráfego de dados a custo aceitável.
Se se referem à navegação "turn-by-turn"... isso é outro assunto, e todos os outros telemóveis necessitam também de *outra* aplicação que faça isso, quer seja o TomTom, o Route 66, ou outro navegador qualquer.
E se se depende de outros programas para isso, então é apenas uma questão de tempo até que esses mesmos programas estejam disponíveis para o iPhone.
Portanto... temos uma excelente aplicação de mapas que já vem de fábrica (algo que não acontece nos outros equipamentos) e a nível de navegação, não há motivos para não ter um TomTom ou equivalente como em todos os outros.
* O mapas só se tornam disponíveis após download via Wifi/3G.
E isso é mau porque...?
Cada vez mais, até os navegadores GPS tradicionais se voltam para a conectividade "always-on" da Internet, para actualizações de mapas, para actualizações das condições de tráfego, etc.
Cada vez mais a ideia de ter os mapas guardados localmente terá menos importância.
* Não corre Adobe Flash.Porreiro, evita-me ter que procurar por um "plug-in" FlashBlock. :P
Já me chega a publicidade tradicional, quanto mais estar a descarregar centenas ou milhares de KB num terminal móvel para ver publicidades a piscar por todo o lado.
E já é mais que sabido, que ter um site exclusivamente em Flash, é uma grande falha de acessibilidade.
Poderia argumentar-se que dá jeito para ver vídeo online. Mas quanto a isso, o iPhone suporta o Youtube perfeitamente.
* Não permite trocar capas.
Nao troquei capas nem tampas de telemóveis em 15 anos... não estou a ver o inconveniente.
Para quem quiser, pode sempre personalizá-lo com películas decorativas autocolantes, ou então gravações a laser. Que mais é preciso?
* é fechado

Ainda bem, assim entra menos pó. :P
Quanto ao desenvolvimento, já não é tao fechado como dantes - é certo que há restrições... mas se isso não impediu os programadores antes (sem App Store, com os jailbreaks) não vai impedir agora. E qualquer pessoa pode descarregar o SDK e começar a desenvolver para o iPhone...
De salientar ainda o facto de a App Store ser actualmente a maneira mais prática e simples de instalar programas no telemóvel, mesmo por quem não "perceba nada" destas coisas. É pesquisar, clicar e já está. Nada de confusões. (Quer sejam versões pagas ou gratuitas.)
* tem DRMEstranho... da última vez que tentei copiar uma música que vinha num Nokia, de um SD para outro de maior capacidade, o sistema disse-me que não o podia fazer, que a música estava protegida.
No iPhone, tenho lá posto todas as músicas que tenho, e ainda não se queixou de nada.
Qual é o telemóvel actual que "legalmente" não vem com DRM?
*250MB de tráfego mensal são insuficientes e são caros

Caros ou baratos, suficientes ou insuficientes, apenas me interrogo onde estavam todas estas pessoas antes do dia 11 de Julho. É que nunca ouvi ninguém armar tanta confusão durante todos os meses (anos?) em que fomos chulados pelas operadoras: 100MB por 7.5 Euros mensais. Então não reclamam disso?
Eu nunca necessitei reclamar porque simplesmente nunca tive telemóvel com capacidade de aceder à Internet. E mal considerei comprar um (o iPhone) então sim, comecei a fazer barulho - e tendo tido a agradável surpresa de conseguir um tarifário 50% mais baixo do que estava à espera inicialmente.
(Se foi devido ao barulho que fiz, ou não, não sei... mas o que é certo é que enviei inúmeros emails a reclamar disso - e também da questão dos períodos de 100Kb.)
[Update - um amigo mandou-me outro "problema" do iPhone]
* Não se poder apagar SMS's individualmente

O iPhone agrupa todos os SMS da mesma origem/destino, fazendo um seguimento tipo "balões" de conversa como o apresentado na imagem aqui à direita.
Para a maioria dos casos, é bastante eficiente e útil - no entanto tem uma "grave" (dependendo da importância que cada um lhe der) lacuna: não permite apagar um SMS individual no meio dessa "conversação." Ou deixamos o histórico crescer continuamente, ou então temos que apagar todos os SMS dessa mesma conversação.
Para quem estiver habituado a usar os SMS como forma de guardar dados, então será mesmo uma grande falha do iPhone.
Uma vez mais, no meu caso pessoal, não é um grande inconveniente, pois a maioria da informação que uso está nos emails, lembretes, coisas a fazer, tudo sincronizado via serviços web.
Admito, que o copy-paste daria jeito, para poder copiar algo que me enviassem por SMS para um nota de texto, ou email - mas até ao momento ainda não me deparei com nenhuma situação em que isso fosse um problema (uma vez que 90% das coisas que me enviam já vem via email - o que "ultrapassa" este potencial problema.)
[End update]
E pronto, tendo dito isto (em tom de desabafo) deixem-me então dizer as minhas impressões ao fim destas semanas de uso:
O resultado é francamente positivo. Em qualquer lado que esteja posso rapidamente verificar o correio, seguir os links para os comentários, responder nos blogs, pôr os feeds em dia, navegar na net com facilidade.
Tudo isto em poucos segundos... sem necessidade de andar a "lutar" com o equipamento para atingir estes objectivos.
A bateria, é mais que suficiente para o uso que dou, e dá-me perfeitamente para 2-3 dias - poucas chamadas de voz, cerca de 1h-2h de navegação por dia, entre Wifi e 3G.
Os 250Mb de tráfego poderão ser suficientes para uso normal... mas não invalida que se deveria ter maior margem de manobra para evitar o controlo diário e o "medo" de o poder ultrapassar.
Já testei algumas viagens (de cerca de 100Km) a ver pelo mapa em tempo real, e gastou uma ninharia de dados (menos de 2MB)
Usando para VNC, gasta também alguns MB mas nada de extraordinário - tendo em conta que o uso apenas por poucos minutos para verificar o que se passa no PC "de casa."
(No entanto, evito ver videos do youtube via 3G, e muito menos audio streaming... algo que seria muito mais utilizável com limites maiores)
Como disse, isto não invalida que a Vodafone deva clarificar a sua política, e explicar porque é que em Itália oferece condições muito mais vantajosas, com 600MB de tráfego por 10 Euros.
Afinal, não somos todos filhos de uma mesma Europa?
Em jeito de conclusão, e aproveitando uma comparação que um amigo esteve a fazer entre o iPhone 3G, o Nokia N95 e um HTC Touch (ou coisa parecida) o que vos digo é:
Será o iPhone é um telemóvel perfeito?... Não. Nenhum deles é perfeito.
Há utilizadores que valorizarão as capacidades de gravar vídeos e fotos do N95 e outros que preferirão a compatibilidade do HTC com os ficheiros Word/Excel e demais aplicativos Windows Mobile.
Agora, quem pretender o acesso fácil e eficiente à Internet... aí não há qualquer dúvida... o iPhone cumpre na perfeição.
E isso é um teste que facilmente podem realizar. Chegar a um hotspot, ou então mesmo sem hotspot e através de 3G (que afinal, é isso que se pretende do iPhone) e lerem o vosso email, e irem a um blog responder a uns comentários. Vejam quanto tempo demoram a efectuar estas operações em cada um dos equipamentos... e depois tirem as vossas próprias conclusões.
P.S. Relativamente a outras opções, nomeadamente o Open Moko, os primeiros resultados têm sido uma desilusão, com software lento e um teclado touchscreen que parece causar grandes dores-de-cabeça. Pelo que - por muito que eu apoie as alternativas open-source - demonstra que vai demorar ainda um bocado até que aquilo seja uma alternativa viável aos sistemas existentes.
Porque, o essencial é mesmo o software.
Faz-me lembrar o tempo das batalhas entre as primeiras placas gráficas "3D" populares, as Voodoo 3DFX e as PowerVR. As PowerVR eram tecnicamente superiores - algo que as demos demonstravam exemplarmente - mas o suporte pelo lados dos programadores pendeu para o lado das Voodoo. Pelo que, o que é preferível ter: uma hardware suficientemente bom, mas com software excelente que dele tira o melhor partido; ou um hardware magnífico, mas com software bastante limitado?
Espero que, sinceramente, o Android do Google venha efectivamente trazer o "open-source" e um ambiente de desenvolvimento livre aos telemóveis... mas até que isso aconteça... e para o uso que *eu* pretendo do meu telemóvel, o iPhone é de momento a melhor opção.
Isso não me impede de dizer que há telemóveis de outras marcas com melhores câmaras, ou melhores CPUs, ou mais memória, ou etc. Há, e há coisas que a Apple podia/devia aprender com eles, mas o mesmo é válido no sentido inverso: há também muitas coisas que a concorrência podia aprender com o iPhone (e tem-no feito, de melhor ou pior forma, com as tentativas de melhorar os seus interfaces de uso "touch".)
E basicamente... é isso... só não percebo é porque é que existe tante gente radical e extremista que insistem em que tudo ter que ser o "melhor" ou o "pior" do mundo. As coisas raramente são "preto-ou-branco", em tudo há pontos positivos e pontos negativos... e cada um deverá ponderar os pontos que mais valoriza.













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