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2008/10/11

Notícias Bluray

E para se ter uma noção de como anda o formato Blu ray, basta dizer que o lançamento de Iron Man neste formato vendeu mais unidades que todos os filmes Bluray lançado até à data... em apenas 2 dias.

Aliás, o sucesso foi tanto que os servidores da Paramount do conteúdo BD-Live (acedidos através da internet)  não deram conta do recado.

Para além disso, ficou-se também a saber que algumas das companhias que têm editado em Bluray têm feito um trabalho que deixa bastante a desejar - chegando a editar Blurays com menos conteúdos extras dos que são disponibilizados em DVD.
Espera-se que isto melhore rapidamente, senão é da maneira que as pessoas se manterão agarradas aos seus DVD por muito mais tempo.

É também de lamentar que se tenha chegado a um ponto onde, para aceder a algumas partes dos conteúdos presentes nestes discos, se tenha que ler 120(!) páginas de políticas de privacidade e afins.
Já não chega chamarem-nos ladrões e visionarmos inúmeros avisos do FBI a dizer que não podemos mostrar o filme aos vizinhos, primos, e sei lá quem mais?


Mesmo assim, a tecnologia bluray vai evoluindo, e a Samsung diz ter Lasers capazes de gravar discos bluray de 4 camadas (com 100GB) a velocidades de 12x - embora tenhamos que esperar mais alguns anos até os vermos no mercado. Veremos se daqui a dois anos o mercado ainda estará virado para estes media...

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2008/09/18

Discos Blu-ray Não vão baixar de Preço

A Blu-ray Association diz que é ainda demasiado cedo para baixar os preços destes que são agora o único formato de alta-definição no mercado (depois da guerra entre Blu-ray e HD-DVDs.)

O motivo é caricato: "Não há ainda volume suficiente de vendas para que se possam baixar os preços."
Ao que eu responderei: "Não há volume *porque* os preços não são atractivos!"

O que é certo é que mesmo sem concorrência, o formato Blu-ray não tem tido grande êxito... com a Samsung a dizer até que o formato estatá "morto" dentro de 5 anos e que futuro está nos "downloads."

E isso nem mesmo a Sony pode negar, a avaliar a avaliar pelo número de downloads de jogos para a PS3, que tem sido bastante superior ao que se esperava.

Eu só digo que: enquanto os discos e filmes Bluray continuarem a custar uma pequena fortuna e vierem carregados de DRM que nos impedem de fazer as cópias a que temos direito... sem dúvida que me manterei afastado deste formato.

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2008/09/11

Alta Definição via Internet

Ai... às vezes não percebo como algumas pessoas que supostamente deveriam ter alguns conhecimentos "empancam" na questão de "maior" ser sempre "melhor."

Refiro-me a este artigo do Gizmodo que tenta explicar que o conteúdo de Alta-Definição actualmente fornecido via Internet não ser - nem de longe - representativo da verdadeira qualidade que pode/deve ter.

Embora muito do que lá dizem seja efectivamente verdade, com as companhias a cortarem no bitrate, para pouparem tráfego e poderem disponibilizar mais conteúdos -- e isso acontece em praticamente todos os meios de transmissão e não só na TV via internet -- apenas achei um pouco sensacionalista insistirem na questão do bitrate como garantia de uma qualidade melhor.


Ora, a questão que se coloca não é tanto o bitrate em si, mas a forma como ele é usado!

Se eu pegar numa cassete VHS e a converter para Bluray, com o tal bitrate de 40Mbits, acham que vão ter melhor qualidade do que o filme VHS original? É óbvio que não (não vou falar aqui das questões de upscaling e processamento de imagem.)

De igual modo, num filme bastante parado ou com a maioria das cenas bastante escuras (algo que praticamente todos os codecs conseguem comprimir de forma eficiente) acham que é necessário 40Mbits?

Numa analogia automobilística é como dizer que um carro que tenha um consumo de 40lt aos 100Km seja melhor que outro com as mesmas dimensões e prestações mas que gasta apenas 10lt.

O que é necessário (e seria o ideal num mundo "perfeito") é que esses números fossem usados de forma inteligente e não apenas no "mais é melhor."

Há uma enorme comunidade que se dedica a converter e comprimir filmes para colocar nos seus media centers, comunidade essa que inclui inúmeros profissionais e técnicos mais que habilitados para a tarefa em questão. Quantas vezes se assistem a "disputas" do género: "Desculpem lá, mas não vou comprimir este filme para ocupar 8GB (para 'bater certo' com um DVD DL) quando ele fica exactamente igual com apenas 6GB."

E é mesmo disso que se trata, de atingir a tão almejada transparência.

Imaginem uma imagem apenas a preto e branco e que ocupa 2 bits - consistindo num "1" para um bit branco, e um "0" para um bit preto: ou seja, será representada por "10."
O que acontece se a converterem para uma imagem com 32 bits de cor?
Passam a ter uma exactamente a mesma imagem, mas em vez de 2 bits, passam a ter 64 bits - um aumento substancial no espaço ocupado, sem que exista qualquer diferença de qualidade.

A "transparência" refere-se ao ponto em que, usando um método de compressão e codificação lossy (com perda de dados,) o resultado comprimido seja indistinguível do original.
Pegando no exemplo que dei mas no sentido inverso; teríamos que para a tal imagem com 2 pontos ocupando 64 bits, poderíamos comprimí-la para uns meros 2 bits mantendo a "transparência" - sendo impossível distinguir entre elas.

Provavelmente já sentiram isto na pele - ou melhor dizendo, nos ouvidos - quando ouvem música em formato MP3.
Como sabem, podem comprimir a música com diferentes qualidades, umas ocupando menos espaço, outras ocupando mais espaço. Se um MP3 com um bitrate de 64Kbit/s soa manifestamente abafado e sem brilho, já um de 384Kbit/s soa praticamente igual ao CD original - se o codificassem a 500Kb/s dificilmente conseguiriam notar uma melhoria relativamente ao de 384Kbits. Neste caso dir-se-ia que bastam os 384Kbits para atingir a tal transparência.
(Claro que isto é uma medida subjectiva - para muitas pessoas, um MP3 de 256Kbits poderá já ser indistinguível; enquanto para outras nem os de 384 serão suficientes... dependerá da pessoa, da música, do equipamento utilizado, etc.)

Nos filmes e na alta-definição a situação é a mesma: um vídeo de alta-definição não comprimido é uma coisa absolutamente assustadora: 1920x1080 x 24bits de cor x 30 fps. Equivale a quase 178Mbytes por segundo - 10GBytes por minuto - 625Gbytes por hora.

Com os codecs MPEG, no caso do Bluray reduz-se isto para 40Mbits (5Mbytes/seg) uma redução de 97% face ao bitrate original.
Mas depois temos que considerar a eficiência dos codecs, com o formato H.264 a ser considerado cerca de 4x mais eficiente que o mais antigo MPEG2. Isto faz com que um filme a 40Mbits em MPEG2 possa ser codificado de forma indistinguível num ficheiro H.264 a apenas 10Mbits.

É isto que permite que filmes com 30-40GB possam na maior parte das vezes ser codificados em 8-10GB sem que se vejam grandes diferenças.
Estou a falar em casos gerais, claro que haverá situações onde nem sequer esses 40Mbits serão suficientes para condificar um cena, causando artefactos na imagem e perda de detalhes - mas daí a dizer que um filme é melhor por ter apenas mais bitrate... vai uma grande distância.

Isso é uma artimanha a que a Sony (e não só) recorre habitualmente. Já no meu velhinho leitor de DVD tinha a opção de ver um gráfico com o bitrate do filme a que estivesse a assistir. Mas depressa cheguei à mesma conclusão que aqui partilhei convosco... fazer com que as editoras "gastem" bitrate só para dizer que o filme tem mais qualidade não é a melhor solução nem é o caminho que devem seguir.

O melhor é que se esforcem por fazer com que o filme seja fiel ao original, sem ter medo de dizer que bastaram 3 ou 5 ou 10 ou  se foram realmente necessários os 40 Mbits para o fazer.

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2008/05/31

Toshiba Contra-Ataca Blu Ray

Isto já parece uma telenovela... mas... é fim-de-semana, há tempo para estas coisas.

Numa reviravolta interessante, parece que a Toshiba vai "morder" mais um bocadito a Sony e o seu Bluray - e ainda por cima, usando para isso o Cell!

Se nunca ouviram falar de Super-resolution, eu explico rapidamente:
Ao contrário do que acontece nos filmes, se tentarem redimensionar uma imagem de baixa resolução para dimensões superiores, reparam que a imagem fica esbatida e "desfocada."

No entanto, se tiverem vários frames em baixa resolução, cada um tirado de um sítio ligeiramente diferente (ou em momentos diferentes) é possível - usando cálculos matemáticos - reconstruir uma imagem de alta-resolução que têm efectivamente mais detalhe do que as originais.

Por exemplo, têm estes vídeos que demonstram o processo: vídeo 1, vídeo 2.
Assim como este mais antiguito, deste site que mostra várias coisas engraçadas que se podem fazer em processamento de imagem.

Infelizmente não encontrei um que vi há uns anos atrás - da Intel - que mostrava um vídeo de uma câmara de telemóvel, originalmente de 320x240, a filmar um cartaz onde não se conseguia perceber nada do que estava escrito - e depois de processado, ser perfeitamente legível todas as letrinhas... na altura o processamento demorava vários minutos por cada frame de vídeo, e é algo que qualquer um pode experimentar usando software de companhias como a MotionDSP e a Let It Wave - mas a partir desse momento percebi que era uma questão de tempo até ser possível fazer isso em tempo real: algo que a Toshiba anunciou já o ano passado, e que finalmente parece estar a chegar ao mercado - o SPURS engine (que é baseado num processador Cell, tal como o que é usado na PS3.)


[youtube video]

Sendo agora possível fazer este processamento em tempo real, é fácil conseguir resultados indistinguíveis de alta-definição a partir de DVDs ou de emissões "normais".

Será esta a vingança da Toshiba? Sabendo-se que os leitores e filmes Blu-ray tem tido vendas bem aquém do que se esperava, e que muita gente acha que os DVDs são suficientemente bons (ou usando upscalers bem mais arcaicos que estes métodos de super-resolução) um leitor ou computador com o tal SPURSengine - ou equivalente - vai fazer com que ainda mais gente se "aguente" com as suas colecções DVDs "low-def" revistos em alta-definição matemática.

E óbviamente que, quando a altura chegar, aplicando-se o mesmo conceito a uma fonte em alta-definição será possível obter resultados ainda com melhor qualidade e resolução... havendo televisores e monitores para dar uso a resoluções superiores a 1080p. :)

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2008/03/13

Blu ray Ganha, Consumidores Perdem

E aqui está o primeiro resultado da vitória do formato Blu ray: os preços dos leitores Blu ray estão a subir.



Leitores que custavam $300 dólares no "auge" da guerra entre os formatos Blu ray e HD-DVD estão agora a cerca de $400, e os de $400 já chegam aos $500. A única excepção é para um modelo da LG, que custava $999 inicialmente e que agora custa $666 - mas que de qualquer forma também já esteve disponível por $600.

De certeza que a Sony não se preocupa muito com isto, porque é da forma que muita gente preferirá comprar uma Sony PS3, que é mais barata e oferece garantia de actualizações para os próximos profiles Blu ray.

via [Gizmodo]

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2007/12/13

RTP com Alta (In)Definição no Telemóvel

Realmente acho que o acordo ortográfico chegou mais cedo, e que todas as empresas Portuguesas aproveitaram para redefinir algumas palavras.

Depois do "ilimitado" da Vodafone, e dos "100Mbits" da Netcabo (ler aqui,) agora vem a RTP dizer que transmite Alta Definição para os telemóveis.

Eu não estou por dentro de todas estas tecnologias, no entanto, do pouco que sei:

  1. A Alta Definição pode ser transmitida "normalmente" via RF como as emissões analógicas "antigas". Portanto, apanhar isso em qualquer lado... não é novidade.
  2. Receber HD em formato digital, via a rede celular, isso já é mais interessante, mas tendo em conta que um stream HD requer vários Megabits, e a maioria dos ISP móveis já se vê "à rasca" para dar conta do recado actualmente... a ver vamos.
  3. A não ser que eles se refiram a "Alta Definição" para ver nos ecrãs de 320x240 dos telemóveis! AH! Que rica alta definição que isso vai ser!

Alguém me salve destas reformulações ortográficas antes que eu dê em doido! o_O

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