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2008/11/18

Quanto custa um computador para NAS?

No seguimento das conversas dos NAS dei por mim a "discutir" (no bom sentido) com amigos sobre se não seria melhor optar por montar um PC para esse efeito - em vez de usar as soluções NAS já disponíveis, que normalmente são bastante mais caras...

E lá fui eu ter que fazer uma simulação.

Um computador para servir de NAS não tem grandes requisitos e dispensa o uso de monitor (pode ser acedido e gerido remotamente de outro computador) - bastando apenas suportar preferencialmente Raid 5 e Ethernet Gigabit.
No entanto, tomei também algumas precauções a nível do barulho - procurando silenciá-lo o mais possível - com ventoinhas silenciosas e um cooler igualmente melhorado.

E o resultado... Quanto pensam que custa um PC para este efeito?

300 Euros?
200 Euros?

Menos que isso...

Ora vejam o que podem comprar com apenas 180 Euros.


Produto(s) Preço
Caixa 3RSystem Midtower R510 Slim Black26,00 €
Cooler Scythe Shuriken SCSK-100024,90 €
Dimm 1024Mb DDR2 Kingston PC2-6400 (800)15,50 €
Fan 80mm Tacens Aura PRO 9dB 1200rpm7,70 €
Fonte Halfmman Silence 700W 14cm Fan29,90 €
Motherboard Asus SktAM2+ M2N-CM DVI49,70 €
Processador AMD Sempron64 SktAM2 LE-1100 1.9Ghz tray18,80 €

Total: 180,20 €
(preços do NovoAtalho)

180 Euros por um computador, com componentes "silenciosos" (caso o barulho não seja uma preocupação, ficará ainda mais barato

Ficam a faltar os discos rígidos, que oscilarão entre os 100-120 Euros...
Fazendo com que uma solução com 4 discos de 1TB (num total de 3GB disponíveis em Raid5) fique por 180 + 4x 120 Euros = 660 Euros.

Ora procurem por um NAS "já feito" com 4TB e Raid 5 por este preço...

E claro, este mesmo sistema pode ser usado para bastantes mais coisas, uma vez que se trata de um PC "aberto" no qual podem instalar o que muito bem entenderem.

Fica a informação, que pode elucidar algumas pessoas que pensem que um PC fica mais caro do que realmente custa. :)

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2008/10/27

Seagate Barracuda de 1.5TB

Eu sabia que devia ter esperado mais um bocado... É que a minha mais recente aquisição (um disco externo de 1TB) já parece pequena ao lado deste Seagate Barracuda com 1.5TB.

Gastando uns aceitáveis 8Watts, este disco tem prestações excelentes, atingindo 130MB/s em leitura e 100MB/s em escrita.

O seu preço de $225 está ainda um pouco inflaccionado face aos discos de 1TB, mas considerando que há uma dúzia de anos, um disco de 20MB era bem mais caro que isto... não há desculpa para que não tenham os vossos dados e cópias de seguança bem guardados.

E com discos de 1.5 TB à disposição, não me digam que têm falta de espaço! :)

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2008/10/25

Adeus CDs e DVDs

E depois de anos a encher CDs e DVDs chegou a altura de finalmente lhes dizer... ADEUS!

Bem sei que muita gente não tem qualquer problema em fazer o download de um vídeo da Internet, vê-lo... e apagá-lo de seguida. Mas para aquela geração que, como eu, encheu dezenas (muitas dezenas - gulp!) de cassetes VHS a gravar séries como o Knight Rider (o original,) V - A Batalha Final, Galactica, etc. o desejo subconsciente de "armazenar" sobrepõe-se a toda a lógica.

Os tempos mudam, o conceito permanece.

Actualmente são séries que podem ser descarregadas da Internet... e que, para quem - como eu - nem sequer tem sintonizados os canais da TV Cabo, estas séries rapidamente começam a encher o disco rígido do meu computador.

A solução até à data era simples... ir acumulando até ter episódios suficientes para encher um DVD.

No entanto, ao longo do tempo, os DVDs vão-se acumulando... e o seu armazenamento começa a causar problemas logísticos.
Ainda por cima, sou o primeiro a admitir que é muito pouco provável que volte a procurar um DVD com uma série que já vi - e quando algum amigo me pede alguns episódios, é uma dor de cabeça encontrar com o DVD certo.

Pelo que... a opção é agora esquecer tudo isso e utilizar exclusivamente um (ou eventualmente, mais) disco(s) externos.
Um disco externo permite um acesso instântaneo a qualquer episódio sem ter que andar a "dedilhar" por caixas de DVDs até encontrar (se é que se consegue encontrar) o que se procura.
Acabam-se também os problemas daquelas séries que ocupam um DVD e "mais um bocadinho" que nunca se sabia onde se colocar.

Pelas minhas contas, o meu recém-adquirido disco externo de 1TB (104 Euros na Vobis / 109 Euros na Pixmania) - e que na realidade tem 931GB (o raio dos arredondamentos dos "gigabytes" dos fabricantes fazem com que se percam 70GB nesta brincadeira!) vai permitir-me guardar mais de 840 episódios de séries TV em alta-definição, gastando cerca de 1.1GB por episódio.

Ora, 840 episódios necessitariam 210 DVD... o que para além de representar um espaço físico razoável, implicaria gastar também cerca de 100 euros (da marca que costumo comprar - de "qualidade" - mas que mesmo assim duvido conseguirem aguentar 10 ou 15 anos em condições de serem lidos no futuro.)

Ora assumindo um caso extremo, de 21 episódios por semana (3 séries por dia,) seria suficiente para 40 semanas - 10 meses de armazenamento. Sem considerar séries que sejam de "ver e deitar fora."
Para casos mais realistas, será mais que suficiente para aguentar mais de um ano sem nos termos que preocupar com gravações em DVD.

E quando o disco finalmente ficar cheio, então poderemos optar por apagar algo - por muito que nos custe - ou fraquejar um bocado e gravá-los num DVD que ficará perdido no meio de todos os outros.
(Ou comprar novo disco externo!)


... o único problema passa a ser: e se o disco avariar?

Mas aí... ou optam por investir o dobro, noutro disco externo para manterem os dados em duplicado - ou confiar na fiabilidade dos discos rígidos actuais e mentalizarem-se que é um risco calculado.

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2008/09/10

SSDs e SSDs

Numa altura em que o armazenamento em discos de estado sólido (SSDs,) que usam memórias Flash como as que se usam nas Pens USB, está cada vez mais na moda - há que ter em atenção certos aspectos importantes.

Afinal, quando um consumidor houve falar dos benefícios dos SSD: sem peças móveis, velocidades de acesso instântaneas, etc; é provável que queira usufruir dessas vantagens.

Mas o problema é que nem todos os SSD são iguais... e o pior é que - a parte que mais interessa está escondida longe dos olhares dos compradores: no tipo de memórias e no chipset do controlador utilizado.

É por isso que cada vez mais será comum assistirmos a promoções como a deste disco SSD OCZ Core 32GB por uns apetecíveis $99 enquanto que um disco SSD da Intel custa $595.
A maior parte das pessoas poderá pensar que a enorme diferença de preço justifica "de certeza" qualquer a diferença na capacidade e na performance.

Mas o caso é bem mais complicado...

O grande problema dos discos SSD - ou para ser mais correcto: das memórias Flash - é o seu tempo de escrita. Embora os tempos de acesso e a velocidade de leitura seja bastante rápida, o processo de escrita é bastante mais moroso, obrigando a que seja apagado todo um bloco de memória e re-escrito.
(E o número limitado de escritas - mas isso é outro assunto.)

Para explicar de forma muito simplificada, se o SSD tiver blocos de 256Kb e escreverem um ficheiro com uns míseros 200 bytes, será necessário ler os 256Kb, apagá-los e reescrevê-los com as alterações necessárias.

Provavelmente já notaram isso quando usam uma Pen USB. Copiar ficheiros do disco para a Pen demora bastante mais do que o tempo necessário para fazer a operação inversa.

Para baralhar ainda mais, há vários tipos de memória Flash, sendo as mais habituais nos SSD as SLC e as MLC. As SLC guardam os dados em formato binário, apenas 2 estados por célula; enquanto as MLC guardam múltiplos estados por célula.
As MLC são mais baratas, mas têm também o estigma de serem mais lentas - se bem que, como vamos ver, isso depende bastante da inteligência do controlador usado.
(Os discos SSD da Intel usam Flashs MLC e têm prestações bastante superiores a muitos SSD concorrentes com Flashs SLC.)

Ora, em que é que isto se reflecte na pratica?
Em certos tipos de utilização discos como o OCZ Core podem tornar-se estupidamente lentos!
Podendo chegar a vários segundos de "pausa" que encravam o PC enquanto processam as escritas.


O assunto é ainda mais grave quando tem como consequência a impossibilidade de instalar um Sistema Operativo como o Vista (para além do demorado tempo de instalação parece que o Vista não aprecia os tempos de escrita demasiado longos e fica corrompido.)

Num ambiente de trabalho normal, significa também que operações simultâneas de leitura e escrita sofram contantes interrupções - situação em que se esperava que os SSD brilhassem com os seus tempos de acesso imediatos. Por exemplo, se estiverem a descompactar um ficheiro e tentarem navegar na net, o vosso browser vai funcionar "aos soluços."
(Novamente, não esquecer que me estou a referir a este modelo OCZ Core - o SSD da Intel, mesmo com memórias "lentas", porta-se de maneira exemplar como todos os SSD deveriam

Isto é para relembrar o pior caso, em muitas outras situações mesmo este SSD baratucho se porta bem (especialmente quando não se estão a fazer escritas no disco.) Como revela este teste em que se estão a fazer várias coisas simultaneamente: procurar contactos no Windows, pesquisar o email, navegar na net com o IE7, e carregar aplicações.



No entanto, para uso normal, o problema persiste: se não estão para suportar pausas de alguns segundos enquanto estão a trabalhar com o computador, esqueçam estes SSD de primeira geração que andam por aí - mesmo que tenham os preços bastante atractivos!


Para informação muito mais detalhada sobre o funcionamento dos SSD e das técnicas usadas para ultrapassar o número limitado de escritas, não deixem de ler o seguinte artigo:
[Análise detalhada à performance dos SSD na Anandtech]

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Get Dropbox

Lembram-se de vos ter falado do Dropbox?

Acabaram de ter a sua apresentação ao vivo nos finalistas dos Techcrunch 50, um concurso de novas ideias.

Infelizmente a apresentação não foi a melhor (e a concorrência é feroz, com todos os projectos apresentados a serem bastante interessantes.) Houve um problema de wifi que baralhou um bocado a demonstração, e o rapaz ficou um pouco perdido.

Não consigo perceber como ele não mencionou uma das funcionalidades mais interessantes: que é ter o histórico de todos os ficheiros, com todas as alterações que foram feitas, e podermos aceder a qualquer uma das versões!

Novidades:
O serviço Dropbox fica disponível ao público hoje - já não precisam andar à caça de convites! :)
O cliente Linux também já está disponível.

E para quem precisa de mais espaço, há a hipotese de aumentar o espaço online até 50GB (pago) para quem se sentir limitado pelos 2GB livres.

Para os 500 primeiros utilizadores que visitaram o link: http://www.getdropbox.com/beta/tc50 eles ofereceram uma conta "premium" de borla - o que demorou menos de 1 minuto a ser atingido. :)

Para quem ainda não conhecia este serviço, fiquem com um vídeo que explica tudo de forma simplex:

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2008/08/08

Fiabilidade dos Sistemas de Armazenamento

Numa altura em que cada vez mais me inclino para os NAS (Network Attached Storage) para organizar, de uma vez por todas, toda a "tralha" digital, da qual saliento umas dezenas de Gigabytes de fotos digitais, e uns mais modestos Megabytes de documentos e projectos, há um problema que me deixa sempre um pouco inseguro: um NAS com RAID garante-me segurança em caso de falha de um disco rígido, mas..


E se é o próprio NAS que falha!?!

Aí está tudo estragado... e ficarei sem acesso aos dados, tendo que arranjar um equipamento compatível, e que - supostamente - me consiga aceder aos dados novamente sem estragar nada.

Foi então que fui dar com o MogileFS.
O Mogile FS é um sistema de ficheiros distribuído (distributed File System) Open Source, originalmente concebido pelos criadores do LiveJournal para ser capaz de aguentar com a enorme quantidade de dados de forma fiável e eficiente.

E as suas características são impressionates:

  • Application level -- no special kernel modules required.
  • No single point of failure -- all three components of a MogileFS setup (storage nodes, trackers, and the tracker's database(s)) can be run on multiple machines, so there's no single point of failure. (you can run trackers on the same machines as storage nodes, too, so you don't need 4 machines...) A minimum of 2 machines is recommended.
  • Automatic file replication -- files, based on their "class", are automatically replicated between enough different storage nodes as to satisfy the minimum replica count as requested by their class. For instance, for a photo hosting site you can make original JPEGs have a minimum replica count of 3, but thumbnails and scaled versions only have a replica count of 1 or 2. If you lose the only copy of a thumbnail, the application can just rebuild it. In this way, MogileFS (without RAID) can save money on disks that would otherwise be storing multiple copies of data unnecessarily.
  • "Better than RAID" -- in a non-SAN RAID setup, the disks are redundant, but the host isn't. If you lose the entire machine, the files are inaccessible. MogileFS replicates the files between devices which are on different hosts, so files are always available.
  • Flat Namespace -- Files are identified by named keys in a flat, global namespace. You can create as many namespaces as you'd like, so multiple applications with potentially conflicting keys can run on the same MogileFS installation.
  • Shared-Nothing -- MogileFS doesn't depend on a pricey SAN with shared disks. Every machine maintains its own local disks.
  • No RAID required -- Local disks on MogileFS storage nodes can be in a RAID, or not. It's cheaper not to, as RAID doesn't buy you any safety that MogileFS doesn't already provide.
  • Local filesystem agnostic -- Local disks on MogileFS storage nodes can be formatted with your filesystem of choice (ext3, XFS, etc..). MogileFS does its own internal directory hashing so it doesn't hit filesystem limits such as "max files per directory" or "max directories per directory". Use what you're comfortable with.

Bem sei que é um pouco exagerado usar um sistema deste tipo em casa... mas vai de encontro à solução ideal para armazenamento de dados - garantindo o acesso aos dados sem que haja um "single point of failure" como os que existem na maioria dos equipamentos actuais.

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2008/07/15

Toms Hardware - SSD - o Teste Falhado

Não era preciso ser um cientista nuclear para perceber que os testes que o Tom's Hardware tinha realizado aos SSD tinham sido feitos de forma incorrecta.

Agora vieram a público apresentar as suas desculpas e apresentar novos resultados que mostram que os SSDs são efectivamente mais eficientes - embora continue a haver alguns modelos que consomem demasiada energia.

Mas há lá um que é definitivamente o SSD que todos gostaríamos de ter. Rápido e eficiente! :)

(E seguramente, no futuro, a concorrência tentará aproximar-se - ou até mesmo melhorar - estes valores.)


Ao menos, desta vez os testes foram feitos usando uma metodologia que não invalida os resultados - ao contrário do que aconteceu no teste anterior.

via [Engadget]

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2008/07/12

Afinal os SSD Poupam Bateria

Tal como tinha dito, aqueles resultados obtidos no teste do Tom's Hardware, em que os SSD reduziram a autonomia de um portátil relativamente a utilização de um disco rígido convencional, não correspondiam à realidade.

Outros testes feitos por outro site reveleram que, para além da melhor performance, o SSD usado gastou menos energia. Desta vez, foi usado um teste que simula o uso normal de navegar na internet - que à partida resulta em valores muito mais aproximados de um uso normal.



A diferença não foi abismal, tendo os SSD aguentado mais 10 minutos que um disco rígido, mas está longe do resultado de menos 1h de autonomia obtido nos testes do Tom's.
Agora, é só esperar que os SSD evoluam ainda mais, quer em performance quer em poupança de energia - e principalmente... que baixem de preço! :)

[Actualização]
E a própria Samsung anuncia que vai comercializar em massa os SSDs de 64 e 128GB no fim do ano - por um "baixo custo."
Com 70MB/s de escrita e 90MB/s de leitura, não serão os mais rápidos - mas o preço poderá finalmente tornar os SSD uma realidade para todos nós. E para quem ainda tiver dúvidas quanto aos consumos, estes Samsung gastam 0.2W em idle e 0.5W em actividade.

via [laptopmag]

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2008/07/07

Blu ray de 400GB

Investigadores criaram um disco Blu ray de 16 camadas, com um total de 400GB.

Ainda não se sabe quando (ou se) isto chegará ao mercado, e considerando a lenta adopção deste novo formato e as incompatibilidades actuais entre os vários "profiles" existentes, se alguma vez este formato via "pegar" como o DVD.

Para além disso, 400GB - lamento dizê-lo - já não impressiona ninguém.

Longe vão os tempos onde um CD com 700MB causava imensa admiração e servia de repositório de tudo e mais alguma coisa. Época em que tinhamos discos de 200 ou 300MB nos nossos computadores.
Agora, ter discos de 500GB ou 1TB já é comum... e pela altura em que estes discos de 400GB chegarem cá fora, provavelmente já teremos discos de 5TB como foi recentemente anunciado por alguns fabricantes de discos rígidos...

Cada vez mais, o formato "offline" parece estar relegado para aplicações cada vez mais secundárias. (Tornando-se obsoletos no espaço de tempo que demoram a ser desenvolvidos.)

via [Gizmodo]

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2008/07/02

Discos SSD vs HD - O Grande Erro

É engraçado ver o "reboliço" que rapidamente se causa por estas "ondas" da Internet, apenas devido a um teste sem pés nem cabeça realizado por um site dito de "renome."

O teste em causa foi este teste no Tom's Hardware que comparou a autonomia de um portátil equipado com discos SSD (Flash) e com discos rígidos tradicionais, e cujas conclusões estouraram que nem uma bomba: os discos SSD - supostamente mais eficientes - pioravam a autonomia, nalguns casos chegando a menos 1h de autonomia!

O que se esquceram de mencionar foi o estes testes foram corridos continuamente, e que essa conclusão é equivalente a dizer que conduzindo a 100Km/h chega-se mais depressa ao destino do que conduzindo a 50Km/h!

O SSD esgotou a bateria mais rapidamente... ok, nada contra. Mas... quantas vezes é que o SSD executou o teste, comparado com o número de vezes conseguido pelo disco rígido convencional?
É essa parte do teste que eles se esqueceram de revelar.

Se fosse dito que o teste com SSD gastou a bateria em 6 horas e executou 1 milhão de ciclos; enquanto a versão com HD convencional aguentou 7h mas executou apenas 500 mil ciclos; a coisa seria diferente, não é?

É que, sob circunstâncias normais (e até segundo os gráficos do próprio teste) a energia usada por um SSD é menor do que a usada por um HD - com a vantagem que o duty cycle de um disco SSD ser bastante inferior ao de um disco magnético.
Por exemplo: uma operação que gaste 3 Watts durante 0,5 segundos num disco convencional, num total (simplificado) de 1,5 Watts; poderá ser realizado por um SSD em 0,1 segundos, resultando num consumo efectivo de apenas 0,3Watts - cinco vezes inferior.

Assim sendo, no espaço de tempo em que o portátil com disco rígido tem que "dormir" durante meio segundo à espera que o disco responda, o CPU no portátil com SSD já efectuou o mesmo teste cinco vezes - gastanto obviamente, mais energia, pois o CPU mal tem tempo para entrar em modo de poupança de energia.

E nem estamos a considerar o uso num ambiente normal, com múltiplos programas (sistema operativo, browser de internet, streaming de música) constantemente a requisitar/gravar dados no disco - situação que penaliza ainda mais o disco tradicional.

Portanto, esperemos que o teste seja repetido, de forma mais correcta, ou que eles divulguem o resto dos resultados para se ver a verdadeira diferença de performance entre o SSD e o HD.

Um teste muito mais realista teria sido usar o portátil de forma "normal", e ver quais as reais diferenças de performance e autonomia entra os HD e SSD.
Enquanto isso não acontece... há outros testes que são bem elucidativos (a não ser que o 1m30s extra de uso do disco seja mais eficiente que o SSD parado... :P

via [Engadget]

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2008/07/01

Discos SSD da OCZ - Finalmente Acessíveis?

Será que é desta? Depois de anos a "atormentarem-nos" com as vantagens de discos SSD (discos de estado sólido) a custos que nenhum comum mortal poderia suportar, a OCZ vem finalmente anunciar a sua gama de discos Core Series que... promete mudar este pressuposto.

Tratam-se de discos SSD SATA II de 2.5" de alto desempenho que estão finalmente com um preço aceitável:

32GB - $169
64GB - $259
128GB - $479

E para dissipar qualquer dúvida quanto à tradicional lentidão das memórias Flash, estes discos têm uma velocidade de leitura de 120 - 143Mbps e velocidades de escrita de 80 - 93Mbps. Quanto ao tempo de acesso... abaixo de 0.35ms.

Não me importava de meter um destes OCS de 32GB num MSI Wind...  :)
E esperemos que a lei de mercado entre em funcionamente, e que produtos concorrentes comecem a puxar estes preços ainda mais para baixo.

via [Engadget]

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2008/06/08

Disco Externos Duplos

Se um adaptador externo para discos Sata não vos chega, agora têm:

Um Adaptador para discos Sata DUPLO.

Para além do USB, podem ligá-lo também através duma ficha eSata, obtendo melhor performance (tal como se tivesse ligado no interior do vosso PC.)

Ter em conta, que se preferirem esse método, precisam de ter dois conectores eSata, um para cada slot.

via [Gizmodo]

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2008/06/07

Armazenamento Online

Numa altura em que ainda estou meio paranóico com as cópias de segurança finalmente comecei a dar uso ao armazenamento online - algo para o qual o recente "upgrade" de velocidade de upload para 1Mbit/s de upload que a Zon me "ofereceu" veio em boa hora.

Para isso, as minhas escolhas recairam sobre 2 serviços (gratuitos - obviamente)

Estes serviços são diferentes, e complementam-se perfeitamente:

O Adrive é excelente como repositório de backups. Com 50GB de espaço gratuito, tenho estado há vários dias a fazer o upload dos Gigabytes de fotos que tenho no computador.
Podem criar as pastas que quiserem, assim como partilharem qualquer ficheiro publicamente se assim o entenderem.
Embora deixe ao critério de cada um, se escolhem os vossos backups a um serviço gratuito - eu próprio não irei colocar lá documentos "sensíveis", sem antes os encriptar - no que respeita a fotos, serve perfeitamente. E assim fico com mais uma "camada" de segurança caso o disco de backup USB externo falhe, e os DVD gravados já estejam velhos demais para ser lidos.


Quanto ao Dropbox (obrigado ao Nelson Silva pelo convite) já aqui tinha falado sobre ele, e é uma maravilha para todos aqueles que trabalham em sítios separados. Se o Adrive é feito para ser utilizado de um só sítio de cada vez, o Dropbox é exactamente o oposto. Depois de instalado em todos os vossos PCs (Win/Mac/Linux) ele encarrega-se de sincronizar os ficheiros automaticamente entre todos eles e o servidor online.
Para além disso, mantém um histórico de todas as alterações feitas a todos os ficheiros, permitindo aceder a qualquer versão dele. E ainda permite criar pastas partilhadas com os vossos amigos.
O melhor é mesmo verem o vídeo que demonstra o seu funcionamento.
De momento disponibiliza "só" 2GB de espaço.

Agora que já tem cliente para Linux, a única coisa que falta (e que nos prometem para breve) é a possibilidade de adicionar pastas externas a manter sincronizadas - e assim fica-se com um sistema de gestão de versões ideal para programadores, sem ter que se andar a mexer em SVNs e coisas que tais.

Estes serviços estilo dropbox vão certamente obrigar a repensar o método como se trabalhava até agora... passando o conceito de "em que computador é que eu tenho 'isto'" a ser uma coisa do passado.

Actualização:

Mais um serviço do género que me parece ser interessante, e este até suporta sincronização com o Google Docs: Syncplicity.

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2008/04/14

Adaptador de Discos Sata USB com HUB

A Brando lançou um novo modelo do seu adaptador "plug-n-play" para discos rígidos SATA de 2.5" e 3.5" que já cá tinha anunciado.

Para além da facilidade de utilização, que permite encaixar um disco rígido em poucos segundos, este novo modelo acrescenta um hub USB com quatro portas que o tornam bem mais interessante e prático de usar.

Se costumam ter a vossa mesa de trabalho cheia de discos rígidos, e a tampa do vosso computador sempre aberta para "trocas e baldrocas"... este é um adatador a considerar seriamente.

[Brando]

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2008/02/24

Samsung Explica SSDs

Com o crescente interesse nos discos de estado sólido Flash (SSD) e tendo em conta que a Samsung é um dos principais interessados em que a tecnologia seja adoptada em larga escala, veio a público explicar/acalmar os receios sobre o número limitado de escritas das actuais memórias Flash.

De facto, uma memória Flash normal tem apenas a capacidade de ser re-escrita cerca de 100 mil vezes.
É certo que há memórias de alta-endurance, capazes de suportar 1 milhão de escritas ou mais, mas são bastante mais caras (e sabemos que mesmo 64Gb de Flash "normal" já é suficientemente cara.)

No entanto, há técnicas que praticamente eliminam este problema - o chamado wear leveling - que fazem com que as escritas sejam distribuídas por diferentes blocos, em vez de estarem sempre a apagar/escrever o mesmo sector.
Segundo a Samsung, usando este sistema, um disco SSD pode ser completamente escrito, apagado, tornado a encher e apagado novamente de hora a hora, durante anos - sem que os consumidores se tenham que preocupar com a fiabilidade do mesmo.

Ora - este é um dos piores casos, uma vez que, se encherem o disco não há sectores livres no qual fazer o "wear leveling": 100,000 ciclos / 2 vezes por hora = 5.7 anos de uso.

Com discos parcialmente cheios, então podem ficar mesmo descansados...


Quanto a mim, o principal problema é que - a este ritmo - pela altura em que os SSD Flash estiverem a preços aceitáveis, provavelmente já terão a concorrência de outras tecnologias de memórias não voláteis que oferecem maiores velocidades, a mais baixo custo e sem limite de escritas... e aí, a memória Flash rapidamente se tornará obsoleta.

Portanto, não se surpreendam se depararem com uma forte campanha de marketing para nos "impingir" estes discos flash SSD antes que os rumores comecem a surgir.

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2008/01/07

SanDisk Anuncia Micro SD HC de 12GB

Estão com falta de memória? O vosso gadget só aceita cartões MicroSD e os que têm estão a arrebentar pelas costuras?

Pois bem, a Sandisk vem dar uma ajuda, sob a forma de um MicroSDHC com 12GB de capacidade. Nada mau, pois não?

Esperemos até ver os preços, para saber até que ponto eles são nossos amigos (ou não.)

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Ridata lança SSD de Alta-Performance

E demonstrando que no mercado dos discos Flash SSD não se pode descansar, a Ridata aproveitou a CES para apresentar os seus novos discos de estado sólido.

E porque razão é que merecem destaque, perguntam vocês?

Bem, é que discos SSD há muitos - até houve quem perguntasse porque razão é que isto é tão falado agora, uma vez que é possível usar cartões CF, SD, etc. como "disco" há muito tempo - mas a diferença está na velocidade de escrita, e na forma como essas escritas são controladas.

No caso destes Ridata SSD SATA, disponíveis em versões de 32Gb, 64GB, e 128GB, a velocidade de leitura anunciada é de 170MB/s, e a de escrita são uns impressionates 105MB/s. Esta é a diferença! :)

Quanto à integridade dos dados, e sabendo-se que as actuais memórias Flash têm um número limitado de ciclos de escrita, estes SSD utilizam métodos de correcção de erros e de distribuição de escritas - prevenindo que múltiplas escritas ocorram sempre no mesmo bloco, e aumentando consideravelmente a sua longevidade.

via [Gizmodo]

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2008/01/04

Compact Flash CFast Actualizado para Interface SATA

Não se deixando ficar para trás, a associação responsável pelos Compact Flash vai actualizar os "velhinhos" CF para tirar partido das mais recentes tecnologias.

Para tal, vai lançar os novos CFAST que abandonam o tradicional interface paralelo PATA (limitado a uma transferência de 133MB/s) e passam a usar o mais recente SATA, permitindo velocidades de até 3Gb/s.

Obviamente, não há se antevê de momento que surjam cartões CFast capazes de tirar partido destas velocidades, mas uma vez que os CF são usados para inúmeras outras aplicações: interfaces de entradas/saídas, VGA, Rede, Modems, Telefones, Bluetooth, TV, GPS, etc. é sempre agradável saber que não se estará limitado pela taxa de transferência do interface PATA.

COMPACTFLASH ASSOCIATION DISPLAYING NEW CFAST™ CONNECTOR & PACKAGE AT CES 2008

CFast Utilizes SATA Interface for 3Gb/sec Interface Data Rate.

Palo Alto, California - January 4, 2008 - The CompactFlash Association (CFA) announces that CFast connectors and package will be displayed at CES 2008 in the CFA booth South 3 30166.

The CFast WG was formed in July 2007 to develop the CFast specification for a CompactFlash card with a SATA (Serial ATA) interface. CFA members interested in the SATA interface should apply for inclusion in the CFA's SATA working group.
(...)

[Página oficial]

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2007/12/19

HyperDrive 4 Ram/SSD Drive

A última versão do HyperDrive4 permite-lhe ter todas as vantagens de um disco RAM, com a segurança de um SSD flash.

Basicamente trata-se de um "disco" de até 32GB, usando um máximo de oito DIMMs de RAM "normais" de 4GB.

Aqui, já não há velocidade de escrita lentas, nem o limite no número de ciclos de escrita que existem nos discos SSD baseados em memórias flash. Funciona exactamente como eu tinha descrito num post anterior:
Em funcionamento normal, os 32GB de dados estão disponíveis instantaneamente, como se estivessem em Ram - e apenas quando é detectada uma falha de energia é que essa informação é guardada num disco SSD flash (ou até num disco convencional magnético.)

Pena é que os preços não sejam mais acessíveis... ao preço a que podemos encontrar a RAM actualmente, os $2600 USD pedidos pelo Hyperdrive4 de 32Gb parecem-me, sem dúvida, bastante exagerados.

A estes preços, vê-se que se destinam exclusivamente para o mercado dos servidores - ficando todo um vasto mercado de computadores pessoais por explorar.

Terei que continuar à espera de um "RAM drive" de 32Gb a preço acessível...

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2007/12/16

STEC anuncia discos SSD Baratos para breve

A STEC diz que em menos de dois anos, terá discos SSD de 32Gb a 512Gb a um custo de apenas $2/GB.

Para tornar isto realidade, dizem ter conseguido fabricar chips de memória multi-level cell-based (MLC) NAND para usarem nos seus SSDs a metade do preço habitual. Estas células são capazes de guardar vários estados (para além do "0" e "1",) usando diferentes voltagens analógicas.
Tradicionalmente, esta tecnologia é também mais lenta, no entanto a STEC afirma conseguir velocidades de 90MB/s em leitura, e 60MB/s em escrita - velocidades que ultrapassam a grande maioria dos discos rigídos tradicionais.

Vamos esperar que estes discos cheguem ao mercado, para ver se o preço anunciado se refelecte no custo final para os consumidores.

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