A Microsoft está a atravessar uma das maiores mudanças de liderança na história da Xbox. Phil Spencer, rosto da divisão durante mais de uma década e com 38 anos de casa, vai reformar-se. Para o seu lugar, a Microsoft nomeou Asha Sharma como Executive Vice President e CEO da Microsoft Gaming, a responder directamente a Satya Nadella. A acompanhar estas alterações, Sarah Bond "pupila" de Phil Spencer que se pensava que assumiria a sua posição também deixa a empresa, e Matt Booty sobe a Executive VP e Chief Content Officer, ficando responsável pelos estúdios de desenvolvimento.
A mudança surge num momento delicado. A Xbox tem enfrentado quedas nas vendas, e dúvidas em torno da estratégia multiplataforma - que inverteram a tradicional política de "exclusivos" - e os desafios de integrar a aquisição de 68.7 mil milhões de dólares da Activision Blizzard. O encerramento de estúdios, despedimentos, e cancelamentos de projectos também afectaram a confiança de fãs e equipas. Parte da comunidade critica a aposta excessiva na cloud e na ideia da "Xbox em todo o lado", que terá desvalorizado a consola tradicional.
No primeiro memorando interno, Sharma prometeu três prioridades: grandes jogos como arte criada por pessoas (afastando receios de uma aposta total em AI), o regresso da Xbox às suas raízes de consola e fãs dedicados, e inovação que leve o ecossistema a vários dispositivos. A liderança da Microsoft reforça que o foco no hardware, Game Pass, e conteúdo first-party continuam centrais na estratégia.Today I begin my role as CEO of @Xbox.
— Asha (@asha_shar) February 20, 2026
Here are my three commitments:
1/ GREAT games
2/ Return of @Xbox
3/ Future of playhttps://t.co/6UNrpFm1Ki
Ainda assim, há riscos. Sharma não tem histórico no sector dos videojogos e já admitiu não ser gamer, o que levanta preocupações sobre a sua receptividade aos pedidos da comunidade, ou se se limitará a olhar para a divisão Xbox como mais uma divisão a ser gerida como todas as outras em que já esteve à frente. Há também conversas de bastidores de que a saída de Phil Spencer não terá sido tão pacífica quanto se tentou fazer passar - e que explicaria porque motivo também a sua protegida Sarah Bond terá seguido o mesmo caminho. Agora, mais do que as palavras e as promessas, esta nova liderança terá que demonstrar que consegue recuperar a confiança e redefinir o futuro da Xbox.


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