Os preços elevados da memória RAM poderão manter-se por vários anos, afectando computadores e muitos outros dispositivos.
As previsões para um rápido regresso das memórias RAM aos preços anteriormente considerados "normais" não são animadores. As últimas informações indicam que escassez global de RAM pode prolongar-se por vários anos. Mesmo com o aumento da produção, os fabricantes deverão conseguir fornecer apenas cerca de 60% da procura até 2027, havendo estimativas ainda mais pessimistas que apontam para falta de RAM até ao final da década.
Gigantes como Samsung, SK Hynix e Micron estão a investir em novas fábricas, mas a maioria dessas unidades só deverá entrar em funcionamento em 2028 ou mais tarde. Para equilibrar o mercado, seria necessário um crescimento anual da produção na ordem dos 12%, sendo que os fabricantes estão a crescer a metade desse valor. Outro factor a agravar a situação é a prioridade dada à memória HBM, destinada a data centers e processamento AI. Isto significa que a produção de DRAM tradicional - usada em PCs, smartphones e outros dispositivos - fica relegada para segundo plano.
Os poucos sinais animadores que tinham surgido, com abrandamento do preço da RAM nalguns países, já se estão a inverter. Na Alemanha, onde as memórias tinham chegado mesmo a baixar ligeiramente de preço, já começaram a sentir-se os aumentos. E com isto, vai ser complicado não só comprar um novo computador (com quantidade de memória "generosa"), como também placas gráficas, e outros produtos. Isto também poderá complicar a vida à próxima geração das consolas da Microsoft e Sony - que no entanto poderão usar a desculpa de que "a culpa é da RAM" para as lançarem a preços perto dos mil euros.

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