O Spotify entra no campo do NotebookLM com nova funcionalidade que pode criar podcasts personalizados para cada utilizador.
O Spotify entrou na corrida da inteligência artificial com uma nova aplicação desktop chamada Studio by Spotify Labs, criada para gerar conteúdos áudio personalizados. A plataforma junta-se à tendência crescente de ligar serviços como email, calendário, documentos e notas, para criar resumos diários em formato texto ou podcast. A nova ferramenta também permite aos utilizadores explorar temas através da criação automática de podcasts alimentados por AI.
Uma das novidades mais importantes é a capacidade de adicionar contexto pessoal aos podcasts gerados. A aplicação inclui um agente AI capaz de navegar na web e utilizar informação pessoal para criar episódios mais adaptados a cada utilizador. Por exemplo, é possível pedir um resumo áudio diário baseado na agenda e emails ou até criar um guia personalizado para uma viagem, incluindo recomendações de restaurantes e sugestões de podcasts para ouvir durante o percurso.
Todos os podcasts criados ficam guardados na biblioteca do Spotify e sincronizados entre dispositivos, mas não são partilhados publicamente. A empresa alertou que esta versão ainda está em fase inicial de testes e que a AI pode gerar erros ou informações pouco fiáveis. O lançamento será feito ao longo das próximas semanas em mais de 20 países, mas apenas para utilizadores com idade igual ou superior a 18 anos.
Esta funcionalidade coloca o Spotify em concorrência direta com ferramentas já conhecidas no segmento dos podcasts gerados por AI - como o NotebookLM da Google. No entanto, é bem provável que o Spotify consiga vantagem, pois será mais fácil levar podcasts AI a utilizadores que já estão a usar um serviço de streaming de música, do que esperar que eles tenham curiosidade para ir espreitar tudo o que é possível fazer no NotebookLM. No entanto, o problema final acaba por ir dar ao mesmo: será que todas estas funcionalidades AI são economicamente viáveis para as empresas que as fornecem? O futuro o dirá.


Sem comentários:
Enviar um comentário