2026/07/30

OpenAI prepara coluna, smartphone e outros produtos

A OpenAI quer tornar-se numa empresa de hardware, e prepara uma série de produtos AI que chegam já em 2027.

A OpenAI continua a acelerar os seus planos para entrar no mercado do hardware e, segundo os mais recentes rumores, prepara uma nova família de dispositivos AI que inclui uma coluna inteligente, um smartphone, e outros equipamentos focados em experiências alimentadas pelo ChatGPT.

Apesar de recentemente ter lançado um mini-teclado, o primeiro produto original da OpenAI deverá ser uma coluna inteligente sem ecrã, desenvolvida em parceria com o ex-designer da Apple Jony Ive. O dispositivo terá uma bateria recarregável para ser utilizado em diferentes divisões da casa, e uma câmara para interpretar o ambiente; com uma versão mais dispendiosa com movimentação robótica para tornar a interação mais natural. Alimentado pelo ChatGPT e pelo GPT-Live, permitirá controlar dispositivos domésticos inteligentes, responder a perguntas, reproduzir conteúdos multimédia, e adaptar-se aos hábitos do utilizador. O lançamento está apontado para o início de 2027, com um preço estimado entre 200 e 300 dólares.
A empresa estará também a desenvolver um smartphone centrado nas funcionalidades AI, concebido para funcionar como um assistente pessoal permanente em vez de depender de apps tradicionais. Os rumores apontam para um processador MediaTek personalizado, câmaras optimizadas para compreensão do ambiente, e dois processadores dedicados às tarefas de visão computacional e linguagem. A produção poderá arrancar na primeira metade de 2027, com previsões que apontam para vendas de até 30 milhões de unidades nos dois primeiros anos.

Além destes produtos, a OpenAI estará igualmente a explorar o desenvolvimento de óculos inteligentes, uma lâmpada inteligente e até auriculares, embora estes projectos ainda estejam numa fase inicial. Entretanto, a aposta da empresa no hardware enfrenta um novo desafio, depois de a Apple ter avançado com um processo relacionado com a contratação de antigos engenheiros e alegado roubo de segredos comerciais, acusações que a OpenAI rejeita, dizendo que não precisa dos "segredos da Apple" para criar os seus próprios produtos.

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