Uma nova vulnerabilidade em processadores AMD antigos permite obter acesso a áreas de memória que deveriam estar protegidas, incluindo componentes críticos como o Platform Security Processor (PSP), o System Management Mode (SMM) e memória utilizada para microcode. O exploit, chamado Skitter Creek Bath Salts (Skitter), foi descoberto pelo investigador Christopher Domas e afecta processadores AMD das famílias 15h e 16h, lançados entre 2011 e 2015.
A técnica explora uma configuração chamada BankSwizzleMode, responsável pela forma como o controlador de memória distribui os dados pela DRAM. Uma simples instrução consegue alterar esta configuração, permitindo aos investigadores descobrir como a memória visível pelo sistema operativo corresponde à memória física. Com esse mapa, torna-se possível direccionar leituras e escritas para regiões que normalmente estão fora do alcance do sistema operativo.
O resultado é um nível de acesso extremamente elevado. Um atacante pode, em determinadas circunstâncias, aceder a código e dados associados ao PSP, onde são executadas funções de segurança como o fTPM, além de componentes do SMM e microcode. Isto significa que, depois de ultrapassadas as protecções, seria possível manipular partes fundamentais do funcionamento do processador que normalmente estão isoladas até mesmo do sistema operativo.New exploit: “xor dword [0xf80c2094], 1<<22”
— domas (@xoreaxeaxeax) August 13, 2026
Unlocks CPU microcode, the platform security processor, system management mode, and every internal processor register, all at once, on 100 million AMD CPUs. As far as I can tell can’t be fixed.https://t.co/sgAfneFSsf pic.twitter.com/kDhhdXtfYL
Existe, contudo, uma limitação importante: o exploit exige acesso ao kernel e execução com direitos de administrador. Por outro lado, os processadores afectados já estão fora do período de suporte, pelo que não deverá existir uma correcção oficial da AMD para os sistemas vulneráveis.

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