2026/09/19

Meta prepara "loja de serviços" para agentes AI

A Meta quer tentar tornar-se na nova "app store" para agentes AI, começando pelo seu Muse.

A acompanhar a popularidade do seu novo agente AI Muse, a Meta vai-se preparando para um eventual futuro "pós-apps", em que se passa das apps tradicionais para experiências centradas em agentes de inteligência artificial. Em vez dos utilizadores escolherem manualmente apps e serviços, as pessoas interagirão apenas com os agentes AI, e serão os agentes AI a escolher os melhores serviços para cada tarefa.

Nesse sentido, a Meta abre as portas a uma loja centralizada que disponibilizará todo o tipo de serviços para o Muse, esperando que, tal como as app stores se tornaram uma das principais portas de entrada para software móvel, estes "serviços" para agentes AI poderão funcionar como uma nova camada de distribuição digital.
A estratégia também poderá reforçar o poder das grandes plataformas. Ao controlar este ecossistema, empresas como a Meta poderão obter dados sobre os serviços mais utilizados, e aquilo que os utilizadores estão dispostos a pagar. Permite-lhe também criar serviços concorrentes aos serviços mais populares, ou comprar aqueles que estiverem em rápida ascensão - como aliás já fez no passado (levando à compra de plataformas como o Instagram e o WhatsApp).

O que é certo é que se vive num momento curioso, em que a importância das APIs poderá superar a das apps. Depois da era em que todas as empresas e serviços acharam ser imprescindível ter a sua própria app (muitas vezes resultando em apps de qualidade duvidosa ou com funcionamento não muito apreciado pelos utilizadores), podemos entrar numa era em que o uso de muitas apps se tornará obsoleto, ficando as coisas a cargo de um agente AI que interage directamente com as APIs dos serviços.

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