2026/01/04

Como um sensor de imagem vê o mundo

Ver o resultado directo de um sensor de imagem usado numa câmara pode ser profundamente desanimador.

O acesso a uma câmara digital passou de ser uma coisa a que poucos tinham acesso para algo que, literalmente, todas as pessoas têm no bolso. Dito isto, estamos habituados a que um toque no botão de captar uma foto resulte numa fotografia de alta qualidade, até mesmo em cenários de pouca luminosidade, e nem se pensa em como isso é possível.

Na verdade, cada imagem capturada é resultado de autêntica "magia digital" a nível de processamento, e nada como olhar para o resultado directo de um sensor de imagem para se perceber isso.

Um sensor de imagem tem milhões de píxeis, mas estes píxeis apenas têm capacidade para medir a intensidade de luz que lhes chega, pelo que o resultado é apenas um conjunto de números que representa essa intensidade. Transformar isso em "cor" implica saber que tipo de padrão Bayer o sensor utiliza (pequenos filtros coloridos à frente de cada pixel), e que permitem transformar esses números em informação de cor.
Mas, as coisas não se ficam por aqui. Ainda assim o resultado é uma imagem "horrível". É preciso fazer diversos passos para corrigir a cor para tons que se aproximem daquilo que vemos com os nossos olhos, a par de ajustes de intensidade, e outros.
De notar que estamos a falar unicamente dos passos estritamente essenciais para se ficar com uma foto que se pareça com a realidade que vemos. Não estamos a falar dos sistemas avançados de "fotografia computacional", que têm em consideração informação de múltiplos frames, que são combinados para melhorar a qualidade, e que usam sistemas imensamente mais avançados e complexos, para nos dar as fotos e vídeos que estamos habituados a ter, e que estão longe de ser apenas aquilo que o sensor da câmara dá.

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