De formna incompreensível, Portugal não deverá implementar o rádio digital DAB+ usado em praticamente toda a Europa, optando por um sistema norte-americano incompatível.
Recordando outros péssimos casos em Portugal, como a transição para o TDT, o envio de mensagens de alerta civil via SMS em vez de Cell Broadcast, e o SISRESP, também na modernização para a era de rádio digital os portugueses irão ser penalizados.
Portugal deverá continuar sem adoptar o novo formato de rádio digital DAB+, afastando-se da maioria dos países europeus que já utilizam o sistema como substituto da rádio FM tradicional. A conclusão surge após a apresentação do novo plano de apoio à rádio por parte do Governo, onde não foram anunciadas medidas concretas para implementação do DAB+, reforçando a ideia de que o actual governo abandonou definitivamente essa possibilidade.
O DAB+ é actualmente visto em vários países como uma evolução natural da rádio FM e primeira geração do DAB, oferecendo melhor qualidade de som, menor consumo energético e funcionalidades adicionais como imagens, informação em tempo real, e até alertas automáticos de emergência. Uma das características mais relevantes é o sistema Automatic Safety Alert (ASA), capaz de activar automaticamente avisos públicos e transmissões de emergência sem necessidade de intervenção do utilizador.
Apesar disso, o governo português parece apostar numa solução alternativa baseada no sistema americano SAME, utilizado para alertas de emergência, uma decisão que está a gerar críticas. O SAME exige infraestrutura dedicada (o que duplicaria a necessidade de emissores em vez de usar os já existentes), oferece menos funcionalidades, e - mais importante ainda - praticamente não possui equipamentos compatíveis disponíveis no mercado europeu; ao contrário do DAB+, já amplamente suportado em rádios e automóveis vendidos na União Europeia.
Portugal chegou a ter emissões DAB entre 1998 e 2011, mas o projecto fracassou devido ao elevado custo dos receptores e reduzida oferta de estações disponíveis. Entretanto, a questão do custo tornou-se irrelevante, e o DAB+ já se tornou obrigatório em rádios de automóveis novos vendidos na União Europeia desde 2020. Ainda assim, vemos as rádios nacionais a dar prioridade ao streaming online (com o inevitável "convite" para pagar mais uma subscrição para reduzir a publicidade) apesar de isso ir totalmente contra o espírito da rádio, que deveria ser de acesso totalmente gratuito e ser um dos serviços de maior resiliência em situações de emergência - como ficou demonstrado no caso do apagão de 28 de Abril de 2025.


Nos devemos ser um caso especial neste continente. Temos de ser sempre diferentes mas para pior. Fónix!
ResponderEliminarque investiguem é esses negócios manhosos com os americanos ..
ResponderEliminarbem feito era manter o FM e adicionar o DAB+ em alternativa, o FM continua com algumas vantagens como emissão instantânea e pode funcionar mesmo com má receção, o que no em DAB+ tem delay e ou da ou nao da ..,
ResponderEliminar2 contras o FM, qualidade sonora e a atual inexistência em smartphones
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