2026/03/03

Jolla Phone está de regresso para enfrentar Android e iOS

O Jolla Phone - smartphone europeu com Linux - quer voltar a tentar a sua sorte mais de uma década após o modelo original.

Depois do primeiro smartphone lançado em 2013, a finlandesa Jolla está de regresso com um novo Jolla Phone, apostando num discurso claro: ser a alternativa europeia ao domínio do Android e do iOS. Equipado com o Sailfish OS, um sistema baseado em Linux e não no AOSP (Android Open Source Project), o equipamento é apresentado como uma resposta à dependência de serviços digitais norte-americanos. O smartphone custa 649 euros, já ultrapassou as 10.000 pré-encomendas e começa a ser enviado no final de Junho, com montagem feita em Salo, na Finlândia.

O Sailfish OS distingue-se por não ter ligações à Google. Ainda assim, consegue executar apps Android, embora nem sempre de forma perfeita. Durante a configuração inicial, o utilizador pode optar por instalar serviços como o MicroG para melhorar a compatibilidade com aplicações dependentes da Google, mas sendo algo que fica inteiramente ao critério de cada utilizador. A proposta foca-se na soberania digital e na privacidade, apesar de enfrentar críticas por não oferecer o mesmo nível de isolamento de apps que alternativas como o GrapheneOS (que recentemente anunciou uma parceria com a Motorola).
Em termos de hardware, o Jolla Phone aposta num MediaTek Dimensity 7100 5G, com 8 ou 12 GB de RAM e 256 GB de armazenamento, expansível via microSD. Inclui ecrã AMOLED de 6,36" com resolução 1080p, câmara principal de 50 MP, ultra grande angular de 13 MP e frontal de 32 MP. A bateria de 5.500 mAh é removível, graças à tampa traseira destacável. O regresso das capas “The Other Half” permite adicionar acessórios modulares através de pinos físicos.

A Jolla assume que este será um produto de nicho, direccionado a quem procura uma alternativa fora dos ecossistemas Android e iOS. A empresa acredita que o verdadeiro crescimento virá com novos formatos e integração futura com soluções de inteligência artificial próprias. O tempo dirá se é algo capaz de conquistar os consumidores, ou se permanecerá como uma curiosidade para um pequeno grupo de pessoas.

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