2026/03/03

UZO mente sobre condições do serviço

Os clientes UZO têm andado em desespero com limites de velocidade e funcionalidades no serviço - que são negados pela operadora.

Quando se pensava que, em Portugal, as operadoras de telecomunicações já tivessem aprendido a não tentarem ludribriar os clientes (não chegou a tentativa de venderem tarifários "ilimitados" com limites, ou os limites secretos das PUA?) parece que afinal estamos condenados a repetir esse ciclo.

Desta vez as reclamações surgem na UZO, que tem atirado alguns clientes para uma plataforma com limitações e restrições, e onde o suporte se parece focar em enganar os clientes em vez de resolver o problema, como relata o meu amigo Ricardo Saraiva:

Aderir à UZO uma marca "Low Cost" da Altice Portugal | MEO nos últimos meses tem sido uma lotaria para os clientes mais exigentes / informados.

Nas novas adesões à UZO a tendência tem sido com os clientes a acabarem por ficar numa nova plataforma NGIN cheia de limitações e restrições, independentemente se o cliente subscreve o tarifário de 100 GB ou o tarifário Ilimitado.

Algumas dessas limitações em relação a outros clientes sem qualquer tipo de limitações / restrições a pagarem exactamente o mesmo valor são:
  • Débitos limitados com perfil no AMBR de 170 Mbps de Download e 60 Mbps de Upload (informação disponível nas condições do serviço no momento de adesão).
  • Sem acesso aos SMS de Aviso de Contacto.
  • Sem acesso ao serviço de Voice Mail.
  • Sem acesso ao USSD *#123# que permite a consulta dos consumos.
  • Área de Cliente My UZO mais limitada, sem acesso a determinados serviços que são possíveis de activar e desactivar.
Numa sociedade em que os clientes e potenciais clientes necessitam de estar informados sobre as suas escolhas, quero agradecer ao Pedro Silva pela partilha sobre este assunto no YouTube.

Já tive a oportunidade de testar os tarifários da concorrência e seja na amigo da Vodafone, na WOO da NOS SGPS ou na DIGI Portugal em todas elas, independentemente do tarifário escolhido as condições eram iguais a nível de débitos e serviços extra disponibilizados, não senti distinção nos serviços.


Mas, face à polémica que se tem multiplicado nos foruns, a UZO parece já ter iniciado uma campanha de "limpeza", em que está a retirar as referências a "sem restrições de velocidade" do seu site e, talvez mais preocupante, substituindo o PDF do contrato que é enviado por link para os clientes, de modo a retirar as indicações de que o seu tarifário disponibilizava as velocidades totais - que não está a cumprir (um ponto a ter em conta para o futuro, sempre que um serviço enviar um link em vez de um documento, e que impossibilita o processo do cliente comparar com o documento original).
Veremos se a ANACOM cumpre a sua função e analisa este caso, e se aplica sanções que sejam verdadeiramente dissuasoras para que este tipo de comportamento não se repita.

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