Será o fim da geração das placas gráficas hiper-potentes que conhecemos?
Se o serviço OnLive conseguir efectivamente fornecer o que promete... pode ser que sim. Trata-se de um serviço que vos disponibiliza jogos via internet - mas de forma bastante diferente da habitual.
Em vez de o jogo ser transferido para o vosso computador e executado localmente, o jogo é processado num servidor remoto, e o que vêem no vosso ecrã é o vídeo resultante enviado de lá.
Que quer isto dizer? Quer dizer que qualquer computador, por mais básico que seja, é capaz de "correr" jogos como o Crysis, com todas as opções gráficas activadas.
Estão a imaginar o show que seria poderem fazer o mesmo num normal Eee PC, ou semelhante?
Claro que o sucesso desta iniciativa depende exclusivamente da vossa ligação à Internet. São necessários 1.5Mbps para fazer o streaming de vídeo em resoluções normais, subindo para 4-5Mbps para vídeo em alta-definição.
Mais importante ainda, é que a latência da ligação seja o mais baixa possível, para que não exista um "lag" demasiado grande entre os movimentos que fazem, e a imagem que vêem exibida no ecrã.
A cada movimento, a informação tem que ser enviada para o servidor remoto, processada, o vídeo gerado, codificado, e enviado para o vosso computador - tudo no mínimo espaço de tempo possível.
A OnLive diz ter conseguido reduzir esse tempo para 1ms - sendo o único factor variável, a latência da ligação à Internet.
Há muito que venho a dizer isto... e finalmente começa a torna-se tecnicamente possível e viável.
Irá sempre haver um nicho de mercado para quem quer ter um computador "super-potente" para jogos, mas para a grande maioria... certamente não se importará de usar estes sistemas para jogar os últimos jogos com a melhor qualidade grafica, sem ter que estar a investir fortunas em novas placas aceleradoras 3D a cada seis meses.
[update]
Podem ver o vídeo da apresentação do OnLive aqui (e se tiverem pressa, saltem até ao minuto 17, para verem aquilo a correr o Crysis. ;)
Este é um futuro que me agrada e bastante! :)
ResponderEliminarEspero que realmente se torne realidade a curto prazo, é que andar a investir como tão bem referiste "fortunas em novas placas aceleradoras 3D a cada seis meses" não é para todos... eu aos anos que não tenho um jogo actual no pczito. Ultimamente invisto apenas de vez em quando em jogos para consola e já é muito ;)
Sim, muitas pessoas "fugiram" para as consolas, para evitarem estas questões.
ResponderEliminarE mesmo este serviço OnLive planeia lançar uma "micro-consola" que nada mais é que um receptor basico que faz o display do stream e envia os comandos...
Poderia ser, para todos os efeitos a única consola que só precisariamos comprar uma vez e durar uma vida - sem necessidade de upgrades. :)
E que tal dar uma vista de olhos aqui: http://www.gamesatlarge.eu
ResponderEliminarAh, já me esquecia: não se surpreenda se vir entre os partners a PT Inovação. :)
Ver para crer! :o)
ResponderEliminarOu melhor, experimentar para crer! ;o)
Enquanto não vir isso a funcionar desconfio (e muito) da tecnologia!
Hugz,
Luís
@Luis
ResponderEliminarO que vale é que pra ti nunca te falta trabalho. Olha a maquinaria que uma empresa destas precisa para fazer o "render" dos jogos para os clientes.
Olha os servidores a serem ligados e instalados com os jogos necessários on-demand, conforme as necessidades... ;)
Já agora, aproveito para dizer mais qualquer coisa...
ResponderEliminarEu acredito na tecnologia para o fazer (do lado do servidor pelo menos)!
Especialmente se os jogos começarem a dar uso a MPI's e afins!
O que me deixa na dúvida é mesmo a parte dos clientes...
Embora comece a ser bastante vulgar ter uma ligação superior a 1.5mbps em casa (cá em Portugal), quem garante que eles vão conseguir ter essa velocidade dedicada para cada utilizador??
Em suma, já existe tecnologia suficiente para o fazer mas tenho as minhas duvidas quanto à exequibilidade do projecto. A não ser que haja um investimento brutal por trás disto... :o)
Por outro lado, eu também duvidei do futuro da google ou do youtube por questões económicas (nos anos em que foram lançados)...
Temos é que nos lembrar que estes projectos saem dos Estados Unidos e não do quintal do demónio que é Portugal (onde a largura de banda é paga a peso de ouro)!
Hugz,
Luís
Mas isso é o futuro e é inevitável.
ResponderEliminarMesmo na TV, o futuro é cada vez mais o Video-On-Demand, com cada pessoa a escolher o que quer ver, quando quer ver.
Tal como a rede terá que estar suportada para fazer o streaming para todos esses clientes, aqui trata-se apenas de ter um canal "interactivo" para cada um deles.
Com operadores a anunciarem 100Mbps para os clientes, não é exagerado pensar que se possam reservar 5 ou 10 Mbps reais e *constantes* para todos os clientes.
Vejo mais complicado a questão de manter a baixa latência necessária para que a experiência seja satisfatória.
eu já estou a ver este tráfego a ser catalogado como peer-to-peer e pimbas traffic shaping, aí é que vai ser latência e frames rates de 5 frames por segundo a 320x240 :P
ResponderEliminarSe conseguirem entregar o serviço que prometem a notícia é excelente.
ResponderEliminarMais vale investir um pouco mais na ligação à net (em termos de velocidade) do que ter que estar sempre a actualizar o computador.
Não me estou a ver a aderir a isso. O jogo deixa de estar no nosso PC para estar "algures no mundo".
ResponderEliminar@eldarion
ResponderEliminarO ser "nosso" é já uma ilusão na maioria dos títulos, com DRM que obrigam a ligar à net para validar o jogo, número de instalações limitadas, etc.
Bem preferia que estivesse do lado "deles" e que do nosso lado fosse só fazer "login" e jogar - quer fosse num telemovel, no nosso PC, ou em qualquer outro PC (de um amigo, por exemplo.)
@eldarion
ResponderEliminarIsso já quase que não importa. Por exemplo nos jogos MMO (como por exemplo o WoW) tens de te ligar a um servidor para jogar.
O jogo estar no teu PC é irrelevante. Sem o servidor nada feito.