Uma relíquia digital - uma cópia do sistema Unix v4 - foi encontrada por acaso numa fita magnética esquecida.
Para começar o novo ano em pleno, nada como um toque de nostalgia que nos leva à pré-história dos computadores. Uma fita magnética com o Unix v4 de 1973 permite que o sistema possa ser experimentado directamente num browser. A fita, encontrada e restaurada na University of Utah, ganhou nova vida graças às tecnologias actuais e ao trabalho do programador Mitch Riedstra, tornando este pedaço da história da informática acessível a qualquer pessoa.
O processo é complexo mas transparente para o utilizador. Primeiro é iniciado um ambiente Linux no browser, que depois arranca um emulador de um sistema PDP-11 com instruções de boot clássicas. Após isso, o utilizador entra num Unix v4 totalmente funcional, com prompt de login e acesso como utilizador root, tal como acontecia na altura.
Apesar do nome Unix ser familiar, a experiência está longe de ser moderna. Muitos comandos são diferentes ou usam nomes antigos, e várias ferramentas comuns simplesmente não existem. Não há nano nem vi, a edição é feita com ed, e até a navegação básica é estranha para padrões atuais. As teclas de cursor não funcionam e a edição de texto depende de caracteres como "#" e "@". Esta versão foi a primeira a ter um kernel escrito em C, e pensava-se ter ficado perdida para a história.
Apesar de toda a importância pelo ponto de vista da perservação e história da informática, acaba também por ser uma daquelas coisas que nos demonstra que, muita vezes, os "bons velhos tempos" são melhor deixados apenas na memória, já que revisitá-los actualmente pode tornar-se num "choque digital". :)
2026/01/01
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