O Signal é um dos serviços de mensagens que mais se foca na segurança e privacidade, mas que mesmo assim não evita que as mensagens possam ser recolhidas e lidas.
Neste caso, o FBI conseguiu recuperar mensagens do Signal de um iPhone, que até já teriam sido eliminadas na app. E o problema não se deve a nenhuma falha de segurança directa no serviço, mas sim à forma como o iOS funciona. Em vez de tentar decifrar as mensagens do Signal, o FBI limitou-se a espreitar a base de dados do iOS que guarda dados das notificações, e dessa forma conseguiu obter informação legível sobre as mensagens.
Para evitar este tipo de situação, os utilizadores devem desactivar as notificações do Signal no iOS, ou alterar as definições para que as mesmas não apresentem os "previews" no lock screen. Na app do Signal devem também seleccionar a opção para que as notificações não indiquem o nome do contacto ou conteúdo da mensagem.🚨 BREAKING: The FBI has successfully extracted deleted Signal messages from a suspect's iPhone via notification storage, the place where all your notifications are stored for up to one month.
— International Cyber Digest (@IntCyberDigest) April 9, 2026
Notification storage stores data from all messaging apps, it's a big flaw in iOS. But… pic.twitter.com/dOeOljJDX0
Curiosamente, isto não é propriamente uma novidade. Há quase dez anos atrás já tinham surgido preocupações de que as notificações podiam persistir na base de dados do sistema mesmo depois de terem sido "apagada" pelo utilizador ou pela própria app, tendo na altura sido recomendado que a forma mais segura de lidar com isto seria desactivar as notificações por completo.
Este caso reacende a discussão sobre as muitas coisas que os sistemas operativos guardam sobre os utilizadores e apps instaladas, e que mesmo com objectivos legítimos, podem ser usadas para fins menos legítimos a nível de determinar padrões de uso dos utilizadores, incluindo apps que podem ter instalado, usado, e eliminado - pensando que não deixaram qualquer registo disso.Some nerds were already aware of this in 2018… https://t.co/Gv5vFzYF78 pic.twitter.com/6PBm4ZPCz8
— International Cyber Digest (@IntCyberDigest) April 10, 2026



















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