O assistente AI Muse da Meta continua a dar que falar, desta vez por ser bastante desinibido em conversas sexuais.
Apesar de ter sido concebido sobretudo para ajudar a automatizar tarefas do dia a dia, como gerir emails e calendários, o agente de inteligência artificial Muse, da Meta, pode gerar conteúdo sexual explícito em resposta a pedidos dos utilizadores. Durante os testes, o agente aceitou facilmente participar em conversas de "sexting" e produziu descrições gráficas de encontros sexuais.
A Meta desvaloriza estes casos, relembrando que o Muse se destina a adultos com 18 ou mais anos e que as conversas entre adultos sobre temas sexuais são permitidas pelas suas regras. Segundo a empresa de Mark Zuckerberg, as instruções internas do Muse incentivam o agente a respeitar a autonomia sexual dos utilizadores e a manter a intensidade do conteúdo adulto solicitado. O sistema gerou descrições de encontros com dinâmicas de dominação e submissão e chegou a falar sobre as suas supostas preferências sexuais.
Organizações de defesa dos consumidores criticam esta decisão, argumentando que permitir conversas sexuais pode incentivar os utilizadores a passar mais tempo com agentes de AI, em detrimento da sua segurança e saúde mental; enquanto especialistas em privacidade alertam para que estas conversas íntimas se tornem alvos de hackers, podendo ser utilizadas para chantagem e extorsão.
Mas, há também outro grupo que se queixa. Grupos das áreas do "entretenimento para adultos" reclamam da dualidade de critérios, já que a Meta não permite que efectuem o mesmo tipo de serviço na plataforma.
O que é certo é que se tem assistido a um aumento substancial de plataformas que disponibilizam conversas sexuais, com imagens e até vídeos, com personagens AI, que podem ser criadas totalmente ao gosto da preferência de cada utilizador. Pelo que, o receio destes trabalhadores é bem real, de que também eles podem ver o seu trabalho extinguir-se devido à AI.
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