Anda muita confusão por aí, e se todos nós sabemos que num condomínio com meia dúzia de pessoas é bastante provável que tenhamos que aturar um "cromo", é fácil fazer as contas a todos os que andam por aí na Internet.
Atenção - não é minha intenção insultar ninguém - apenas acho que as pessoas deviam saber ouvir e discutir antes de começarem a disparatar a torto e a direito.
Bem, por esta altura já estão todos: "Anda lá, fala mas é do assunto principal!"
A questão é toda a baralhação que tem havido com o facto de o Google Chrome implementar algumas técnicas semelhantes às que um sistema operativo usa para gerir os seus processos.
Daí a dizer-se que o Chrome iria matar o Windows, foi um passo. E claro, outros houve que começaram logo a desbobinar sobre a estupidez que isso era.
Pessoalmente, há muito que tenho dito que a tendência -a longo prazo- é mesmo a evolução no sentido de ser tudo web-based (o que é muito bastante diferente de dizer que isso acontecerá já no próximo ano.)
Aliás, vejam-se o caso dos "netbooks" - alguns dos quais oferecem espaço de armazenamento online na Web para colmatar o seu reduzido espaço em disco local.
Não me assusta pensar que um dia, os computadores sejam vendido com esse espaço "virtual" como parte das características: "Compre já: Intel 128 Cores, com 32TB de espaço (online)!"
E nesse sentido tenho que concordar que os conceitos que o Chrome apresenta (mesmo que alguns deles não sejam originais) o aproximam desse objectivo.
Pegando nos exemplos que são mencionados no segundo artigo que mencionei, é referido que a estrutura habitual dos programas no início era esta:
E que mais tarde, com as linguagems interpretadas e compiladas dinamicamente (Java, .Net, etc.) evoluiu para isto:
E depois dá o salto dizendo que a ideia de o Chrome poder ser considerado um OS é estupidez, porque se transformaria nisto:
Ok, percebo que para dar espectáculo até fique bem... e realmente *neste* momento, será esta a única opção para quem quiser exeperimentar o Chrome em ambiente Linux.
No entanto é preciso não esquecer que o Chrome é Open-Source, e que é apenas uma questão de tempo até que possa ser compilado nativamente em Linux - aliás, ele já é compilável, se bem que o resultado não é ainda utilizável.
Assim sendo, deixariam de ser necessárias aquelas layers para dar "show":
Fazendo com que na realidade o resultado final ficasse algo deste género:
O que não assusta ninguém, ao contrário do artigo inflamatório acima mencionado, e é ainda mais atractivo quando consideramos a hipótese de o Chrome poder ser integrado num daqueles ambientes Instant-On como o Splashtop que actualmente tem sido disponibilizados com o Firefox - e isto é algo em que se está a trabalhar *neste momento*, não é apenas imaginação minha e "wishful thinking."
É isto a que me refiro quando falo sobre um browser poder vir a tornar-se um "sistema operativo."










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