2016/01/19

Remote Desktop no modo Continuum mostra as vantagens (e desvantagens) do sistema


O modo Continuum que nos deixa usar um smartphone Windows como um desktop é um dos grandes trunfos da Microsoft, e agora conta com um Remote Desktop apropriado para este modo. Só que, ao mesmo tempo que revela as vantagens, também nos relembra as suas desvantagens.

Hoje em dia temos smartphones tablets com hardware que rivaliza - ou supera - os computadores portáteis e desktop com alguns anos. Isso é algo que tem feito muitos utilizadores interrogarem-se porque motivo não podem usar os seus smartphones como o seu computador principal, ligando-lhe um teclado e monitor; e é precisamente isso que o modo Continuum do Windows 10 Mobile.

Com este modo, um utilizador pode usar o seu smartphone ligado a um teclado e monitor externo, tanto com ligação por cabos como wireless (usando Miracast e Bluetooth), e a ideia é poder utilizar as apps universais de forma idêntica à que teria ao utilizar um desktop. Mas para isso é preciso que as apps estejam preparadas para isso (ao estilo das apps que têm que estar preparadas para funcionar em smartphone e tablets e/ou transformáveis); sendo que recentemente a MS adicionou a esse grupo o seu Remote Desktop.

Recorrendo ao Remote Desktop em modo Continuum o utilizador tem acesso a uma experiência verdadeiramente desktop ao aceder remotamente a um computador. É a forma perfeita para garantir que podemos usar todo o software que se desejar, independentemente de não estar disponível para o Windows 10 Mobile e o modo Continuum... mas ao mesmo tempo também levanta a pergunta: se assim for, qual a real vantagem do modo Continnum? É que, há anos que temos a hipótese de correr apps de acesso remoto em smartphones e tablets, incluindo a capacidade de as utilizar em conjunto com monitores e teclados externos. E se se começar a demonstrar que esta utilização é mesmo mais eficiente e viável... então fica em risco a ideia de se estar a executar tudo no próprio smartphone, como o modo Continuum promove.


Por muito que seja fã do sistema de acesso remoto (mesmo que remotamente se trate de um PC virtual e não de um computador real); penso que haverá sempre espaço para um sistema como o Continuum. O problema é que tal fica dependente de que as apps estejam preparadas para tirar partido disso, e isso não é algo que poderá ser feito de um dia para o outro - o que significa que haverá sempre espaço para uma utilização via Remote Desktop para tudo o que não poder ser executado pelo próprio smartphone... até que tal, eventualmente, se venha a tornar desnecessário.

9 comentários:

  1. Não percebi: "...e a ideia é poder utilizar as apps universais de forma idêntica à que teria ao utilizar um desktop. Mas para isso é preciso que as apps estejam preparadas para isso (ao estilo das apps que têm que estar preparadas para funcionar em smartphone e tablets e/ou transformáveis); sendo que recentemente a MS adicionou a esse grupo o seu Remote Desktop."

    Utilizando o modo "continuum" ligado a um monitor,por exemplo, passamos a ter praticamente um desktop certo? Porque é que as apps têm que estar preparadas para algo diferente se vão trabalhar num ambiente com a resolução normal de um desktop e até com um rato e teclado?

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    1. Pensei que o Lumia 950 XL por exemplo que é um dos que tem o modo continuum seria um telemovel com um processador x86 ou x64 e que como tal qualquer aplicação Windows correria sem qualquer problema no telemovel por isso é que não estava a perceber o porque de as apps terem que ser diferentes, mas pelos vistos este Lumia 950 continua a usar um processador ARM.

      Então sim, este modo continuum parece-me algo "inutil".

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    2. do q pude ver ao vivo, o sistema será mt interessante... se viveres no ecosistema da msft....
      mts das suas apps estão prontas para isto

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    3. Eu duvido muito que o Windows Phone em telemóveis com cpu x86 corra aplicações win32, na medida em que isso não faz parte do sistema operativo.

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    4. Eu tinha ficado com algum interesse no Lumia 950 XL exatamente por causa disso, tinha ficado com ideia que era um genero de Surface mas em formato Smartphone, sendo assim para mim perde o interesse e fico á espera de um SurfacePhone com a capacidades de correr qualquer aplicação win32 com as devidas limitações(processador,ram,gpu) claro.

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    5. Mais depressa fica o Crossover (isto é, o WINE) pronto para correr em telefones Android ou Ubuntu x86.

      https://www.codeweavers.com/porting/android

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  2. há o caso em q precisas gerir um servidor windows server e como tal recorres a RDP. fazer isso do teu continuum parece me mt boa ideia

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  3. Uma mesma aplicação desenvolvida para Windows 10 pode correr em computadores/tablets, telemóveis, Rasperry Pi 2 e até na XBox One em breve. Para esse efeito, a aplicação tem de conseguir adaptar-se a diferentes formatos e tamanhos de janela, o que lhe permite também correr docked numa lateral ou num canto do monitor no caso dos PC/Tablet.
    As aplicações não têm que ser desenvolvidas explicitamente para o Continuum, basta seguirem as guidelines para UWP para suportarem o que mencionei no parágrafo anterior que automaticamente passam a ter a experiência desejada nos telefones que suportem o Continuum, com a mesma experiência que teríamos num PC, excetuando o facto de correrem sempre em full-screen no monitor externo.

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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