2016/02/26

MakerBot preocupada com a pirataria de objectos impressos em 3D


Sem surpresas, a crescente popularização da impressão 3D já começa a levantar as inevitáveis questões relacionadas com a pirataria - e que saltam do mundo digital para o mundo físico.

A MakerBot disponibiliza um repositório de objectos 3D - o Thingieverse - para onde qualquer pessoa pode enviar modelos e definir se os disponibiliza de modo completamente livre, ou apenas para uso pessoal. Só que, sem surpresas, há quem esteja a descobrir que modelos que deveriam ser apenas para uso pessoal estão a ser impressos e vendidos por outras pessoas no Ebay.

O mais complicado, é que tal como a pirataria digital, não há muito que se possa fazer quanto a isso - tal como nada impede que qualquer pessoa imprima um livro disponível na internet e o venda, ignorando os direitos de autor (ou uma foto, ou qualquer outra coisa). A única diferença é que aqui estamos perante objectos que tradicionalmente não poderia ser produzidos por uma só pessoa, e que agora o podem ser, graças às impressoras 3D.

Resta esperar que esta preocupação não leve à criação e obrigação de utilização de sistemas de DRM, que como já tem sido demonstrado repetidamente, em nada impedem a pirataria, mas têm a agravante de chatear continuamente todos os utilizadores "legais"; e é também preciso relembrar que a pirataria de bens físicos não é propriamente novidade: há décadas (séculos?) que muitos fabricantes têm que lidar com o mercado de réplicas e falsificações.

As impressoras 3D apenas são uma ferramenta recente que, entre todas as coisas que permite fazer, também facilita a vida a quem quiser usá-la para fins menos nobres - de certa forma, acaba por ser um pouco idêntico aos torrents, que são apenas uma ferramenta, mas que é usada para a partilha de conteúdos precisamente por ser a forma mais eficiente de o fazer.

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