2016/05/29

A importância de manter a pressão correcta nos pneus dos automóveis


Carros baratos, caros, de passageiros ou comerciais, todos eles têm um aspecto crítico para a sua segurança e que por vezes é descurado: manter a pressão correcta nos pneus.

Ignorando-se o facto de por vezes vermos pessoas que gastaram dezenas de milhares de euros num automóvel e depois tentam poupar algumas centenas, rodando com pneus carecas, a manutenção da pressão de ar correcta nos pneus é essencial tanto para a segurança ao circular como para garantir a máxima longevidade dos mesmos.


Muitas vezes assistimos a pessoas que colocam uma pressão que "pensam" ser a melhor, mas a verdade é que a pressão correcta não é uma questão de opinião mas simplesmente de física: um pneu com pressão baixa faz com que o mesmo assente em demasia sobre os flancos, causando desgaste prematuro nas bordas; enquanto que um pneu com pressão exagerada tem o efeito oposto, fazendo com que só a parte central do pneu fique em contacto com o solo.

A pressão adequada garantirá a máxima área de contacto entre o pneu e o piso, não só aumentando a tracção com evitando o desgaste anormal - com o valor da pressão a variar em função do tipo de pneu e veículo, sendo indicado normalmente no pilar central, na porta do condutor; e sendo recomendável que a pressão seja controlada regularmente (coisa mais fácil de fazer nos automóveis com monitorização electrónica da pressão, função que também pode ser adicionada usando-se sensores instalados posteriormente.)


7 comentários:

  1. "desgaste prematuro nas bordas"... :-)
    Se sorri ao ler isto é porque a juventude resiste dentro de mim. Obrigado, Carlos!

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  2. Alguem já conseguiu encontrar uma bomba de gasolina com o equipamento para ver pressão dos pneus a funcionar corretamente ??? É uma vergonha o que se passa nos postos abastecimento de combustível...

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    Respostas
    1. Aqui na zona, todas elas (as 5 ou 6 que visito com mais regularidade, e mais outras 4 ou 5 com menos frequência) têm os aparelhos a funcionar. Nalguns casos até foram modernizados nos últimos anos.

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    2. É muito comum NÃO funcionarem devidamente. Considero isso ainda mais grave nas estações de serviço das autoestradas.

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  3. Quando isto é importante nos carros, nas motas então... Em que o para-choques é a testa. Eu na minha mota comprei um aparelho de medir a pressão e vejo pelo menos uma vez por semana. No carro, vejo nas bombas (que perto de onde moro até funcionam bem).

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  4. O maior problema na medição da pressão dos pneus não a medição em si, mas sim conseguir analisar a superfície dos pneus e ajustar a pressão em função disso.
    A pressão indicada pelo fabricante tem obviamente em conta o desgaste normal do pneu mas também o conforto em si, ou seja, um pneu "menos cheio" confere mais conforto, ao ter volume dentro do pneu para compensar falhas nas estradas.
    Importante, quando se vai verificar a pressão do pneu, deve-se fazê-lo em frio, pois a temperaturas altas, para o mesmo volume, maior pressão.
    Não esquecer que um pneu a quente vai apresentar uma maior pressão (em norma, +3 psi).
    Depois, verificar o desgaste do pneu e ajustar para menos se o desgaste for central, ou aumentar a pressão, se o desgaste for lateral. Isto para pneus devidamente calibrados e direcção alinhada (seja à frente, seja atrás. Não esquecer que há carros que os pneus de trás têm um ligeiro ângulo na vertical, como por exemplo, nos mercedes, que provoca um desgaste maior na laterial interior do pneu.

    Mais, em caso de viagens longas em auto-estrada, compensa aumentar ligeiramente (1 a 3 psi) a pressão dos pneus.

    Do meu exemplo, um W204 2008, de tração traseira, o fabricante recomenda 31/33 psi frente e trás, conforme o peso. Da minha experiência na durabilidade de pneus, compensa-me mais ter os pneus a 35 psi frente e trás.
    Isto sim são conselhos que deveriam estar neste artigo!

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