2016/05/25

Sites recorrem a tácticas cada vez mais avançadas para identificarem visitantes


A questão do tracking feito nos sites da internet passou de algo obscuro para algo que já começa a ser conhecido de um número alargado de utilizadores, mas as técnicas utilizadas pelos sites também têm evoluído, fazendo com que seja cada vez mais complicado escapar a esse controlo.

O desejo de saber o máximo possível sobre os visitantes é algo que existe desde sempre. Para lojas e serviços de publicidade, a Internet dá um campo virtualmente ilimitado de dados que permitem manipular e maximizar vendas. Por exemplo, uma loja poderá apresentar uma promoção mais vantajosa se souber que o visitante já visitou um site concorrente; ou poderá apresentar um preço mais caro se detectar que o utilizador está a utilizar um dispositivo de luxo. Tradicionalmente isto era algo feito usando cookies (e os super-cookies dele derivados), mas a evolução da web tem aberto as portas a outros sistemas de identificação, que recorrem a coisas como os gráficos e até o som.


Com os cookies a terem ficado demasiado conhecidos - e levado ao surgimento dos modos de navegação privado/anónimo que invalidam a sua utilização - muitos sites optam agora por usar métodos mais criativos para tentar identificar os utilizadores. O Canvas fingerprinting e AudioContext fingerprinting recorrem à capacidade de um site gerar gráficos e som, usando as inúmeras variações que existem entre os múltiplos sistemas para criar uma assinatura digital que permite identificar com razoável precisão o visitante em questão.


A solução - para quem se preocupar com estas coisas - continua a passar pela utilização dos modos anónimos de navegação dos browsers, em conjunto com bloqueadores de publicidade e trackers. Para quem não se incomodar com isto... basta continuar a usar a internet como sempre fez.

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