2017/05/15

Drone aprende a voar sozinho - à custa de 11 mil acidentes


Programar um drone para voar autonomamente em ambientes não é uma tarefa simples, pelo que uns investigadores decidiram usar a mesma táctica que a natureza tem usado ao longo dos milhões de anos: deixando-o aprender com os seus próprios erros.

A táctica para ensinar o sistema de inteligência artificial que controla este drone foi, literalmente, soltá-lo no ambiente em que iria voar. Inicialmente o drone ia contra tudo o que estivesse à sua frente, mas com a capacidade de ir aprendendo de cada vez que batia em algo. Após mais de 11 mil "acidentes", o sistema foi finalmente capaz de voar sem incidentes, mesmo em ambientes complicados, como no interior de salas, com portas, cadeiras e pessoas.

A grande vantagem é que o sistema acaba por ser bastante robusto na componente de evitar acidentes (com as devidas considerações de se estar a usar apenas imagens das câmaras e sem sensores adicionais), e tudo isto sem que tenha sido necessário a intervenção humana - para além de ir trocando as baterias e qualquer peça que tenha ficado danificada durante a aprendizagem.

... Se por acaso alguém tiver ideia de aplicar este mesmo conceito aos automóveis autónomos, aconselho-o a que o façam numa simulação virtual... senão vai ficar caro manter um carro funcional após 11 mil acidentes! :)


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