2026/01/27

Professor perde dois anos de trabalhos no ChatGPT

Remover o consentimento de acesso aos dados levou consigo dois anos de trabalhos acumulados no ChatGPT.

Um professor universitário perdeu dois anos de trabalhos académicos após ter feito uma única alteração nas definições do ChatGPT.

O incidente envolve Marcel Bucher, professor na Universidade de Colónia na Alemanha, que utilizava o ChatGPT para agilizar o seu trabalho, usando-o para candidaturas, financiamentos, preparação de aulas, exames, e rascunhos de publicações. Segundo o seu relato, os dados foram apagados quando decidiu testar a opção de consentimento de dados, desactivando-a para avaliar de que forma isso afectaria o uso do serviço.

Só que, inesperadamente, toda a sua informação desapareceu instantaneamente, sem qualquer aviso ou pedido de confirmação. Históricos de conversas e pastas de projectos foram eliminados em todos os dispositivos (como de resto seria esperado, já que se trata de um serviço na cloud). A pior parte é que esta operação não dava qualquer possibilidade de recuperação. E, após contactar o apoio da OpenAI, foi informado de que conteúdos apagados não podem ser restaurados, por motivos legais e de privacidade, sendo recomendada a criação de cópias de segurança externas.
Apesar de tecnicamente ter sido algo feito pelo próprio utilizador, seria de pensar que, no mínimo, a OpenAI apresentasse um alerta bem claro e um pedido de confirmação antes de realizar uma operação com consequências tão drásticas. Adicionalmente, poderia oferecer uma opção de "undo", mesmo que durante um período de tempo limitado, para permitir reverter uma decisão inadvertida.

Não o fazendo, fica a recomendação de que não se devem tratar os serviços na cloud como algo que evita a necessidade de manter backups. Afinal, basta um clique errado - como neste caso - para poder levar todos os dados; sendo que o mesmo poderia acontecer por outras vias, como alguém conseguir apoderar-se da conta do utilizador, bloqueando-lhe o acesso ou apagando os dados.

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