A SpaceX anunciou que vai baixar a órbita de milhares de satélites da constelação Starlink para reduzir o risco de colisões no espaço. A decisão surge depois de um satélite ter aparentemente explodido sem motivo conhecido e de outro ter evitado por pouco uma colisão com um satélite chinês.
Dos mais de 9.000 satélites Starlink actualmente em órbita, cerca de 4.400 irão descer dos 550 km para os 480 km nos próximos meses. Segundo o responsável de engenharia da Starlink, Michael Nicolls, operar abaixo dos 500 km reduz drasticamente a densidade de detritos e permite que os satélites regressem à atmosfera mais rapidamente em caso de falha ou no fim da vida útil - numa questão de meses em vez de anos, no pior cenário.
Esta medida surge numa altura em que a órbita terrestre baixa está cada vez mais congestionada. Se os planos actuais avançarem, poderão existir até 70.000 satélites neste espaço até ao final da década, e optar por órbitas mais baixas ajudará a limitar o lixo espacial.Starlink is beginning a significant reconfiguration of its satellite constellation focused on increasing space safety. We are lowering all @Starlink satellites orbiting at ~550 km to ~480 km (~4400 satellites) over the course of 2026. The shell lowering is being tightly…
— Michael Nicolls (@michaelnicollsx) January 1, 2026
O ano de 2025 foi mais um ano recorde para a SpaceX. A empresa realizou mais de 160 lançamentos com o Falcon 9, sendo que mais de 120 foram dedicados à expansão da constelação Starlink. O serviço Starlink conta agora com mais de 9 milhões de clientes activos em mais de 155 países e territórios.
Embora não tenha sido directamente referido, aproximar os satélites do solo também irá melhorar a velocidade e qualidade do serviço, incluindo as ligações Direct to Cell que permitem comunicação directa com smartphones comuns.



















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