2026/03/06

RoboSense lança LIDAR com 2.160 linhas

Na China assiste-se a uma "corrida" aos LIDAR de alta-resolução, com a Robosense a superar a Huawei com novo modelo de 2.160 linhas.

Pouco depois da Huawei ter anunciado um novo LIDAR com 896 linhas de resolução - que permite detectar objectos com uma altura de 14 cm a 120 metros de distância - a Robosense, empresa apoiada pela BYD, apresentou nova versão do seu sensor LiDAR EM4, capaz de atingir até 2.160 linhas de resolução, um número significativamente superior ao dos sensores actualmente disponíveis no mercado. O sistema mais que duplica a resolução do sensor da Huawei, o que faz antever que seja capaz de detectar objectos ainda mais pequenos, e proporcionando uma leitura muito mais detalhada do ambiente 3D em redor do veículo para sistemas de assistência à condução.

O novo LiDAR foi desenvolvido para diferentes níveis de condução assistida e pode ser configurado em versões com resolução inferior (520, 720 e 1.080 linhas). A BYD já anunciou que a RoboSense será fornecedora exclusiva de sensores LiDAR para 11 novos modelos. A parceria entre as duas empresas já dura há vários anos e faz parte da estratégia da BYD para expandir o uso de LiDAR em toda a sua gama. A marca pretende disponibilizar sistemas de condução assistida baseados em LiDAR até em modelos de entrada, como o BYD Seagull, tornando esta tecnologia mais acessível no mercado automóvel.


Infelizmente não foram revelados muitos detalhes técnicos. Há muito que os LIDAR podem ter resolução "infinita", mas com a resolução acrescida a ser conseguida à custa da redução dos "frames por segundo". Para a aplicação num automóvel, é indispensável manter uma frequência de leitura minimamente elevada, pelo que fica a questão sobre se este EM4 poderá disponibiizar a resolução total de 2.160 linhas a 30 fps. A versão de 1080 linhas indicava uma velocidade de leitura de 25.92 milhões de pontos por segundo, com um alcance máximo de 600 metros. Idealmente, a versão de 2.160 linhas deverá possibilitar 51.84M pt/s, caso contrário algo terá que ser reduzido (resolução horizontal, ou imagens por segundo).

Claro que, obter esta informação 3D é apenas o passo inicial, sendo depois necessário ter os sistemas de processamento que usem esta informação de forma útil. Para empresas como a Tesla, o LIDAR tem sido referido com sendo totalmente desnecessário - numa aposta que em breve terá que demonstrar o que vale (a Tesla já iniciou a produção dos seus táxis sem volante, apesar de ainda existirem sérias dúvidas sobre a capacidade de condução autónoma total sem supervisão).

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