Numa altura em que o FSD chegou finalmente à Europa (e já deu origem a um processo pelos clientes com o HW3), há novo incidente nos EUA que reacende as preocupações com a segurança do FSD. Um condutor no Texas viu seu carro avançar sozinho através de uma cancela ferroviária já baixada, segundos antes da passagem de um comboio.
Segundo o próprio, o veículo estava parado num cruzamento com os sinais activos - luzes a piscar e comboio já a aproximar-se - quando, sem aviso, o carro começou a avançar sem explicação. Surpreendido, o condutor demorou alguns instantes a reagir, tendo acabado por por acelerar para escapar à colisão, batendo na cancela e partindo o vidro do seu carro.
O condutor é (era?) um grande fã do sistema FSD, mas acaba por validar os receios que são apontados pelos críticos. O risco de um sistema que funciona "quase sempre" bem, é a de fazer com que o condutor confie excessivamente no sistema, aumentando ainda mais o factor surpresa no momento crítico em que as coisas correm mal. Como o condutor disse, o sistema funcionou perfeitamente durante os mais de 40 mil quilómetros que já percorreu com o FSD... até ao momento em que quase o matou!Josh Brown's Tesla drove itself through a railroad crossing and almost got hit by a train — all while on FSD.
— International Cyber Digest (@IntCyberDigest) April 14, 2026
"Been trusting FSD with over 40,000 miles under my belt — never let me down once. Today (..) Bar's already down, train coming, lights flashing. (...) without warning,… pic.twitter.com/SbNDIwdZxo
Adicionalmente, este não é um caso isolado. Têm surgido vários relatos semelhantes de que os veículos com FSD ignoram cancelas ferroviárias ou entram em situações perigosas. Curiosamente, no dia seguinte ao incidente, a Tesla começou a distribuir uma nova versão do FSD com "melhorias no tempo de reacção" e na "detecção de objectos incomuns", mas sem referir expressamente as cancelas das passagens de nível.


















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