Em breve poderemos juntar a escolha de um "agente AI" alternativo ao Android, ao estilo do que acontece com a escolha dos browsers e motores de pesquisa.
A Comissão Europeia quer que a Google facilite o acesso às funcionalidades AI no Android, considerando que o actual sistema dá uma vantagem injusta ao Gemini. Após uma investigação inicial ao abrigo da Digital Markets Act (DMA), os reguladores defendem que o Android deve facilitar a integração de serviços AI de terceiros, podendo obrigar a mudanças já este verão. A Google, por sua vez, considera que se trata de uma intervenção excessiva e injustificada.
No centro da questão está a integração do Gemini no Android. O assistente vem pré-instalado na maioria dos dispositivos e tem acesso privilegiado a funcionalidades do sistema a que outras apps de AI não conseguem aceder. Embora seja possível instalar alternativas como o ChatGPT, estas não têm o mesmo nível de acesso, por exemplo ao enviar emails ou interagir com funções do sistema. A União Europeia pretende equilibrar este cenário, exigindo maior abertura das capacidades a agentes AI alternativos. Entre as propostas estão coisas como permitir que assistentes de terceiros sejam activados a nível do sistema, acedam ao conteúdo no ecrã e utilizem dados locais para sugestões, ou obrigar a Google a disponibilizar APIs que permitam o controlo de apps e funções do sistema. Sem surpresas, a Google argumenta que estas mudanças levantariam sérias preocupações de segurança, aumentaria custos, e reduziria a flexibilidade dos fabricantes.
Para já, trata-se apenas de uma proposta em análise, com recolha de contributos até meados de Maio e uma decisão final prevista para o final de Julho. De qualquer forma, parece ser algo inevitável, ao estilo do que já aconteceu nos browsers e motores de pesquisa. Resta apenas lamentar que a UE se esteja a focar apenas no Android, em vez de desde logo adoptar uma postura mais abrangente, que englobasse todo e qualquer sistema que disponibilize serviços AI, incluindo o iOS, Windows e macOS.
Actualização: A resposta oficial da Google:
"O Android é aberto por natureza e já estamos a licenciar dados de Pesquisa a concorrentes ao abrigo do DMA. No entanto, preocupa-nos que novas regras, frequentemente motivadas por queixas de concorrentes em vez de pelo interesse dos consumidores, venham a comprometer a privacidade, a segurança e a inovação dos utilizadores." - porta voz da Google.
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