No século passado usavam-se soluções criativas para ir além do som stereo nos discos de vinil com os sistemas quadrifónicos.
É certo e sabido que nas mais diversas vertentes da tecnologia os fabricantes tentam encontrar formas de convencer os consumidores a comprarem mais coisas. Nas TVs, depois dos televisores a cores houve a tentativa (falhada) de vender televisores 3D. Mas, na década de 1970, a proposta para os puristas musicais era irem além do som esterefónico e maravilhavam-se com o som quarifónico em discos de vinil.
Ora, isto tinha apenas um pequeno problema. O som nos discos de vinil é registado em sulcos microscópicos, e já se utilizavam ambos os lados do sulco para o canal esquerdo e direito do som esterofónico. Mas, como sempre, não há nada que não se possa superar, e os engenheiros da altura encontraram diversas soluções para esse problema, como o CD-4 (Compatible Discrete 4) / Quadradisc e o SQ (Stereo Quadraphonic).
O vídeo que se segue mergulha microscopicamente neste discos, mostrando ambos os sistemas: um que utilizava transposição de frequência, colocando os canais adicionais em frequências ultrasónicas inaudíveis, que eram convertidas para os canais traseiros quando tocados num sistema compatível; o outro utilizando diferença de fase para registar os canais surround.
Hoje em dia, com os formatos digitais, as coisas são bastante mais simples, e a maioria das pessoas pode desfrutar de sistemas 5.1, 7.1, ou até 9.4; enquanto do lado dos estúdios já se passou da produção em canais fixos para sistemas como o Dolby Atmos, que possibilita mais de uma centena de fontes sonoras posicionadas num espaço tridimensional, que depois é "renderizado" pelas colunas disponíveis para tentar recriar o panorama sonoro desejado. Colunas essas que podem chegar a sistemas 24.1.10 (24 colunas a 360°, 1 subwoofer, e 10 colunas de tecto) - isto, obviamente, pensado para salas de cinema. :)
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