A Microsoft está a testar um "Run" mais rápido no Windows 11, e aproveitou o trabalho já feito no PowerToys.
A MS comprometeu-se em melhorar o desempenho do Windows, regressando a programação nativa em vez de ser baseada em tecnologias web, e isso também se irá fazer sentir no "Run". Lançada ainda no tempo do Windows 95, a janela "Run" é a porta de entrada para acelerar a execução de programas de forma directa, e praticamente não mudou ao longo de décadas. Agora, está a ser retrabalhada para acompanhar o visual moderno do sistema, incluindo suporte para dark mode e interface mais simples.
A nova versão não se limita ao aspecto. A Microsoft refere orgulhosamente que reduziu o tempo de abertura para cerca de 94 ms, abaixo dos 103 ms da versão anterior, tornando a experiência mais rápida. Mas, realisticamente, é uma diferença de menos de 10ms que não será perceptível (e que não evita as críticas de como se pode justificar que uma janela simples demore um décimo de segundo a aparecer no ecrã num computador moderno - quando deveria ser algo realmente instantâneo, na ordem dos 10 ms).
A Microsoft também analisou dados reais de utilização e concluiu que certas opções eram praticamente irrelevantes. O botão "Browse", por exemplo, era usado por apenas 0.0038% dos utilizadores num universo de milhões, levando à sua remoção. Curiosamente, a empresa também identificou que muitos utilizadores recorrem ao "Run" para colar texto e copiá-lo novamente como forma rápida de limpar formatação (algo que demonstra o desconhecimento do CRTL+Shift+V como "paste sem formatação"). Foi também adicionada a possibilidade de aceder directamente à pasta do utilizador ao escrever "~\".
A parte curiosa é que este trabalho não foi totalmente feito de raiz. Na verdade a MS recorreu ao seu excelente conjunto de utilitários PowerToys, mais propriamente ao Command Palette (acessível via Win + Alt + Espaço), que proporciona um Run melhorado. Nem de propósito, ainda recentemente falávamos que era um pouco "idiota" que a MS não aproveitasse as excelentes capacidades do Windows para melhorar o Windows de base, e parece que afinal está mesmo a começar a fazê-lo. Talvez daqui por uns tempos comecem a contratar programadores da Demoscene - aqueles que fazem magia com impressionantes demonstrações de 4KB e 256 bytes, reduzirem os gigabytes do Windows para alguns poucos megabytes. :)
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