A Google já revelou os requisitos para o Gemini Intelligence, que fazem com que até smartphones Android topo de gama fiquem de fora.
A Google confirmou que as novas funcionalidades "Gemini Intelligence" do Android vão exigir hardware bastante avançado, o que significa que muitos smartphones Android recentes poderão ficar de fora. Apesar da estreia das novidades estar prevista para este Verão, os requisitos mínimos revelados pela empresa levantam muitas dúvidas quanto aos equipamentos que terão acesso.
As funcionalidades agrupadas sob o nome Gemini Intelligence incluem ferramentas avançadas como preenchimento automático inteligente, criação automática de widgets e novas capacidades de voz no Gboard. Segundo a Google, os dispositivos precisarão de pelo menos 12GB de RAM, suporte para AI Core e compatibilidade com Gemini Nano v3 ou superior. Além disso, será necessário um processador topo de gama recente capaz de lidar com as novas funcionalidades de inteligência artificial executadas localmente no dispositivo.
Isto, por si só, já elimina muitos smartphones Android de gama alta lançados nos últimos anos. Curiosamente, até modelos recentes como alguns Pixel (Pixel 9 Pro e anteriores) e Galaxy Fold (incluindo o Fold7) poderão não cumprir os requisitos necessários.
Além do hardware em si, a Google também exige um suporte mínimo de pelo menos 5 anos de actualizações do sistema e 6 anos de actualizações de segurança trimestrais. Outro factor que poderá impedir o suporte oficial total mesmo em equipamentos com hardware capaz.
É de esperar que, de agora em diante, os topo de gama das principais marcas tenham o cuidado de cumprir com estes requisitos para poderem anunciar o suporte do Gemini Intelligence, mas o período de transição não irá ser nada favorável aos utilizadores com smartphones Android topo de gama dos últimos anos.
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Se calhar não é uma notícia assim tão má e assim as pessoas descobrem mais rapidamente que não estão a perder nada.
ResponderEliminarBasta ver o exemplo que que Google deu na sua apresentação, que era o de comprar um bilhete para um concerto. Na apresentação pareceu ser um processo instantâneo, mas quando questionada pela imprensa sobre se era assim mesmo que ia funcionar, a Google respondeu que na realidade o Gemini Intelligence vai perguntando detalhes ao utilizador em cada passo (local do concerto, data, hora, lugares pretendidos, etc.) num processo que me parece mais demorado e menos confiável do que a pessoa ir ao site e comprar ela própria os bilhetes.