As preocupações com a longevidade das baterias nos carros eléctricos parecem ser uma coisa do passado.
Um estudo da empresa austríaca AVILOO, baseado em mais de 500 mil testes a baterias de veículos eléctricos, revela que o Mercedes EQA, o Hyundai IONIQ 5 e o BMW i4 são os modelos que melhor conservam a capacidade da bateria ao longo do tempo. A análise avaliou 20 modelos populares com até 150 mil quilómetros percorridos, tornando-se uma das maiores investigações independentes já realizadas nesta área.
Segundo os resultados, o Mercedes EQA lidera a classificação com uma capacidade média de 94% aos 150 mil quilómetros, seguido de perto pelo Hyundai IONIQ 5 (93.8%) e pelo BMW i4 (93.6%). O Hyundai Kona/Kauai e o Volvo XC40 Recharge completam o top cinco. Estes valores significam que, mesmo após muitos anos de utilização, os veículos continuam a manter mais de 90% da autonomia original.
Na parte inferior da tabela surgem modelos como o Nissan Leaf, o MINI Cooper SE e o Renault Zoe, mesmo assim com valores entre 86% e 87% de capacidade restante. O estudo aponta que as baterias de menor dimensão tendem a sofrer um desgaste mais rápido, uma vez que necessitam de mais ciclos de carregamento para percorrer a mesma distância. Os Tesla Model Y e Model 3 também ficaram abaixo da média dos melhores classificados, embora continuem a apresentar níveis de degradação considerados aceitáveis (90.3% e 88.9%, respectivamente).
A principal conclusão do estudo é que a degradação das baterias dos veículos eléctricos é muito menos problemática do que muitos consumidores receavam. Mesmo os modelos com pior desempenho mantêm uma grande parte da capacidade original após longos períodos de utilização. E tendo em conta que a degradação tende a abrandar com o tempo, quem comprar um carro eléctrico usado com 150.000 km ou mais, dificilmente verá uma queda acentuada durante os anos seguintes de uso.
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