2026/10/10

Reparação de DDR5 de 256GB e 128GB

Devido ao elevado preço das memórias, torna-se obrigatório olhar para a sua reparação como algo a ter em conta.

Em tempos que agora parecem distantes, um módulo de memória avariado seria algo que simplesmente se "atirava para o lixo" e trocava por um novo. Mas com os preços da memória nos níveis exorbitantes que estão devido à AI, as coisas mudam de figura. Foi o que aconteceu com dois módulos RDIMM DDR5 de 128 GB e 256 GB, cujo valor do mercado actual ultrapassa a dezena de milhar de euros.

O módulo de 128 GB apresentava falhas durante o processo de DDR5 training no arranque, um comportamento que pode indicar problemas nas ligações de solda dos chips DRAM BGA. Depois de vários testes, um simples ciclo de reflow foi suficiente para recuperar o módulo. Após a intervenção, a memória passou novamente pelo processo de training sem problemas num sistema de teste. Já o módulo de 256 GB parecia completamente morto. Uma das primeiras suspeitas foi o PMIC, responsável por fornecer a alimentação necessária aos chips DRAM, ou a memória SPD que guarda as informações de configuração do módulo. O chip SPD foi substituído e reprogramado com uma cópia do conteúdo original, mas isso não resolveu o problema. Foram depois realizados vários processos de reflow e reballing em diferentes componentes.



A verdadeira causa acabou por ser mais simples, mas também mais difícil de encontrar: um condensador MLCC em curto-circuito e um PMIC danificado. O módulo terá sido deixado cair no chão, o que poderá ter provocado danos tanto no condensador como nas soldas. MLCC rachados são uma causa relativamente comum de falhas em placas electrónicas, pelo que procurar curtos nestes componentes pode acelerar bastante o diagnóstico.

No final... deu trabalho, mas certamente terá compensado face à alternativa, de gastar perto de 15 mil euros em dois módulos novos.

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