2016/01/21

Apple já se prepara para a era pós-iPhone (pertencente ao Apple Watch?)


A era de supremacia do iPhone não pode durar para sempre, e há quem diga que a Apple já está a preparar o caminho para o próximo produto que continuará o seu sucesso pelas próximas décadas... o Apple Watch.

Embora a Apple e os seus iPhones estejam de boa saúde, continuando a vender milhões e a absorver a esmagadora maioria da fatia dos lucros do segmento, já se sabe que nada dura para sempre e há dados concretos que revelam que esta época áurea do iPhone poderá estar a chegar ao fim.


Olhando para o peso que as receitas do iPhone têm para a Apple, facilmente se comprova que a Apple depende exclusivamente do iPhone para obter os seus lucros astronómicos. No início deste ano os iPhones representavam mais de 80% do seu lucro operacional, e isso torna mais importante o gráfico que se segue.



Aqui, vemos a evolução do crescimento das vendas dos iPhones de ano par ano. Depois dos anos explosivos de 2010 a 2012, em que as vendas praticamente duplicavam a cada ano, o crescimento tem caído drasticamente, e estima-se que este ano possa mesmo vir a desaparecer, e com o próximo iPhone 7 a não conseguir inverter essa tendência. (Note-se: isto é o crescimento das vendas; não o volume das vendas em si.)

No entanto, torna-se claro que o iPhone, enquanto produto, poderá ter chegar ao seu patamar máximo, significando que daqui para a frente o melhor que poderá fazer é manter-se como está... ou começar a cair. E é aqui que se avança com uma teoria curiosa... de que o Apple Watch poderá ser a solução para o futuro da Apple.

Esta não é a primeira vez que a Apple teve um produto que dominou o mercado, mas que inevitavelmente teve que ceder o lugar a algo novo. Há uma década atrás, a Apple trouxe o iPod para o mercado, e o mesmo teve uma evolução idêntica. Em 2007, o iPod era um produto de sucesso, enquanto o iPhone iniciava-se timidamente no mercado; mas poucos anos depois, o sucesso do iPhone eclipsava os números do iPod, passando as barreiras dos 50, 100, e até 200 milhões de unidades vendidas.

E agora... temos um novo produto, o Apple Watch, que também se inicia timidamente no mercado. Sendo a grande incógnita se este poderá tornar-se no novo grande sucesso da Apple e abrir as portas para os wearables do futuro... ou se o seu futuro será bem diferente deste que é proposto.

Uma coisa é certa. Parece-me inevitável que os wearables se venham a tornar nos produtos do futuro, fazendo desaparecer o conceito de carregar um smartphone no bolso ter que segurar nele com as mãos para o utilizar. A questão é saber se isso representará andarmos com um smartwatch, smartglasses, ou qualquer outro wearable ainda não inventado (ou eventualmente, andarmos com vários, espalhados pelo corpo).

Nesse sentido, o Apple Watch poderá ser uma primeira abordagem cautelosa, que por enquanto ainda garante que quem o queira utilizar terá que comprar também um iPhone. Mas tal como o sucesso do iPhone só se concretizou anos depois do seu lançamento, graças à abertura da App Store (entre outros factores), poderá repetir-se que com o Apple Watch ainda se esteja nesse ponto, à espera da faísca que o possa tornar no próximo produto de referência da Apple. Sim, não, talvez?... Saberemos daqui por mais uma década (ou até antes. :)

2 comentários:

  1. Antes..., muito antes...
    Não é por acaso a Apple tentar novos rumos para não ficar tão dependente de um só produto (o que representa um perigo para qualquer empresa. Veja-se a GoPro...), Stream de Conteúdos Musicais e de vídeo, Carros (?) e o que mais se verá nos próximos 2/3 anos.
    Se falha essa transição... ui ui...

    ResponderEliminar
  2. Iphone ja era amigo os celulares da samsung hoje estão dando de relho inclusive o S7 vai decretar o fim de um era..Porque comparando os 2 o Iphone so tem Status o resto perde em tudo desde a morte do seu criador Steves nada mais e criado de inovador so sabem recopiar do anterior e mudam so estética câmera continua mesma sem qualidade.. sem contar na fragilidade que ele é.

    ResponderEliminar

[pub]