2016/03/02

Análise Asus Zenbook UX305FA

Os portáteis e ultrabooks perderam um pouco de protagonismo face aos tablets e transformáveis; mas quem precisa de uma máquina relativamente potente e portátil sabe que não há alternativa a um portátil a sério. O Luis Costa traz-nos hoje um Zenbook da Asus e diz-nos que tal se comportou.



A Asus é uma das marcas históricas do mercado da informática. As suas motherboards dispensam apresentações, recebendo as preferências de muito utilizadores, e ao longo dos anos a marca tem procurado apostar em diferentes gamas de produtos. Nos tempos mais recentes, com a chegada dos ultrabooks, criou a gama Zenbook.


O Zenbook UX305FA


O modelo que hoje apresentamos é o UX305FA, um portátil que a marca classifica como "Rápido. Fino. Belo". O corpo em alumínio contribui decisivamente para suportar estes adjectivos.

Está disponível em três cores: Branco Cerâmico, Aurora Metálico e Pedra Obsidiana.

Este modelo apresenta duas opções de processador Intel de quinta geração (Broadwell):
  • Core M 5Y10 a 800MHz (Turbo: 2GHz) e HD Graphics 5300 a 800MHz
  • Core M 5Y71 a 1,2GHz (Turbo: 2,9GHz) e HD Graphics 5300 a 900MHz
A versão testada vinha equipada com o Core M 5Y10, 8GB de RAM, SSD de 256GB, ecrã de 13.3" IPS QHD+ (3200 x 1800). Mede 324 x 226 x 12.3 mm e pesa apenas uns simpáticos 1,2 Kg.


O facto de ter um processador Core M com Thermal Design Power (TDP) - consumo máximo de apenas 4.5W, permite que o portátil apresente uma espessura bastante reduzida. Com o ecrã rebatido, a diferença para um smartphone topo de gama é mínima.

Na lateral direita temos duas entradas USB 3.0 e um leitor de cartões SD e não microSD como já começa a ser habitual. Na outra lateral, a alimentação, mais uma porta USB 3.0 que também serve para carregar smartphones, uma porta microHDMI, jack 3,5mm para saída de som e dois leds, que indicam a carga da bateria e se o equipamento está ligado.


O ecrã é muito bom; com um acabamento matte o que se constitui como uma mais valia para quem trabalha em ambientes com muita luz solar. Os reflexos são quase inexistentes, o que melhora em muito a visualização da imagem. A resolução é soberba, com os 3200 x 1800 pixels a fornecerem grande detalhe nas imagens e textos.

Infelizmente, este modelo não tem um ecrã táctil, algo que depois de utilizado a primeira vez, passa a ser obrigatório. Desta forma, o recurso ao teclado e trackpad é a única solução disponível.


O teclado ocupa a quase totalidade da largura do portátil, o que permite usufruir de teclas com boa dimensão. O toque é agradável, pelo que este é mais um ponto bem conseguido. Há apenas a lamentar duas decisões que não são admissíveis num equipamento topo de gama.

Uma destas abrange todos os portáteis da gama Zenbook: a localização da tecla de power. A Asus incorpora esta função no teclado, o que não é necessariamente uma má decisão, a menos que como acontece, a mesma esteja logo acima da tecla de apagar (backspace). este facto leva a que seja bastante provável que se toque na tecla de power por acidente, levando a que o portátil se desligue.
É uma situação bastatnte desagradável, pelo que a Asus bem poderia ter optado por outra solução. A zona logo acima do canto superior direito do teclado teria sido uma excelente opção!

A outra prende-se com o facto de o teclado não ser retro-iluminado. Num equipamento na zona do milhar de euros, é uma ausência difícil de perceber.

Uma nota ainda para a ausência de teclas dedicadas para Home, End, Page Up e Down. Estas funções só estão disponíveis através da utilização da combinação da tecla Fn com as teclas do cursor, prejudicando aqueles que frequentemente recorrem a estas funções.


O trackpad tem um dimensão generosa e é bastante preciso. Contudo, considero que muitas das funções desempenhadas no trackpad são muito mais praticas quando executadas no ecrã.


A utilização do teclado também é facilitada pela elevação conseguida através da base do ecrã, que levanta o corpo ligeiramente, mas o suficiente para melhor o conforto do utilizador.


Desempenho



O SSD de 256GB não bate recordes de velocidade, mas apresenta um desempenho de elevada qualidade. Não é por este componente que se vão deparar com atrasos ou paragens. Como os testes de benchmark não devem servir como único referencial de desempenho, optei por testar a velocidade de escrita do SSD via porta USB 3.0. A cópia de um ficheiro ZIP de 10,3GB foi efectuada a acima dos 93MB/s. Aproveitei este mesmo ficheiro para testar o desempenho do processador ao descompactar o dito. O Zenbook demorou 6min 40s, com uma velocidade média de escrita de 51,75MB/s.

Para termos de comparação, recorri ao meu velho e fiel Surface Pro (primeira geração). A cópia do ficheiro para o Surface também decorreu acima dos 93MB/s, o mesmo valor registado para o Zenbook. O ficheiro ZIP de 10,3GB demorou 5min 42s, com uma velocidade média de escrita de 58,47MB/s.

Quando se trata de capacidade pura de processamento o Core M mostra que ainda tem um longo caminho a percorrer, pois é mais lento que o Intel Core i5 de 3.ª Geração. Esta situação deve contudo ser analisada com maior detalhe, pois há mais factores a ter em conta. Desde logo temos a autonomia, que passa das 3,5 para 6 horas, quase o dobro. Este registo foi obtido na minha utilização padrão, com wifi ligado e browser com 10 a 20 tabs abertas. Há contudo registos de autonomia na ordem das 10 horas, quase o dobro do valor que obtive.

A ausência de uma ventoinha também contribui para uma utilização mais confortável, sem o ruído que se faz sentir quando puxamos pelo processador. Pese embora só tenha arrefecimento passivo, este Zenbook manteve-se sempre a temperaturas normais, não sendo detectado qualquer desconforto quando foi utilizado sobre as pernas.


Apreciação Final


Este Asus Zenbook UX305FA é um equipamento muito interessante, com aspectos muito bem conseguidos, mas também obriga a alguns compromissos. O ecrã tem uma excelente qualidade e o acabamento Mate é muito interessante para quem trabalha com luz ambiente. Falta-lhe contudo o suporte à tecnologia de detecção de toque, para uma interacção mais rica e fluída. O touchpad tem uma área de utilização muito simpática, o que facilita a execução dos gestos.


O teclado tem uma dimensão alargada, que se traduz numa utilização bastante confortável. Não é retro-iluminado e a posição da tecla de power é muito infeliz. O processador é competente, permite uma autonomia considerável e não se acanha nas tarefas de navegação na internet ou visualização de vídeo. Tudo o que exija uma maior capacidade de processamento leva um pouco mais de tempo.

Este é portanto um portátil com vários pontos fortes, mas que obriga a algumas concessões. Cabe naturalmente ao utilizador a decisão sobre a adequabilidade do equipamento às suas necessidades.


Asus Zenbook UX305FA



Prós
  • Resolução do ecrã. Acabamento Mate 
  • Design, corpo de reduzida altura 
  • Autonomia 
  • Dimensão do teclado 


Contras
  • Ecrã não suporta detecção de toque 
  • Teclado não é retro iluminado 
  • Posição do botão de power 



2 comentários:

  1. Já tive um Asus Zenbook e a tecla power apenas é "activada" quando clicada durante 3seg, precisamente para evitar o click sem querer.

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    1. Neste modelo, a existir, a função não estava activa.
      O click acidental ocorreu por diversas vezes com o resultado indesejado

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