2016/06/01

Automóveis passam a ser os melhores clientes das operadoras de telecomunicações


Com o mercado dos smartphones a estar praticamente saturado, as operadoras de telecomunicações vêm a sua clientela mudar, com os automóveis a serem já os seus novos melhores clientes nos EUA.

A Internet of Things promete-nos um futuro onde tudo está ligado à internet, mas para isso é necessário um canal de comunicação, e as operadores de telecomunicações ficam muito contentes por disponibilizarem esse serviço - mesmo se isso represente entrar em segmentos que tradicionalmente não se associaria a isto, como será o caso dos automóveis.

No primeiro trimestre do ano, os automóveis já superaram os telemóveis e smartphones, nos EUA; representando 32% dos novos dispositivos que ficam ligados à rede. Os smartphones estão logo atrás com 31%, seguidos dos tablets com 23% e depois os "M2M" com 14% (sendo que este último - Machine 2 Machine - engloba todo o universo de dispositivos genéricos que tenham comunicação integrada, podendo ir de algo tão simples como um terminal de pagamento multibanco a máquinas industriais com comunicação remota.)



É uma evolução que inevitavelmente irá obrigar as operadores a repensarem a forma como são cobrados estes serviços. Mesmo se muitas vezes o custo destas comunicações ficará escondido do utilizador final, sendo pago pela fabricante, noutros casos poderá ser o cliente final a ter que lidar com esse aspecto, e não me parece que vá ser sustentável ter que pagar várias dezenas (ou centenas!) de mensalidades associadas a todos os dispositivos móveis que tenham acesso à internet.

Será que falta muito para a chegada de "pacotes em volume", que permitam a um utilizador ligar todos os aparelhos que quiser, pagando apenas uma mensalidade acessível? Vamos lá ver o que as operadoras têm a dizer sobre isso... embora seja de esperar que tentem espremer ao máximo aquilo que podem obter dos clientes (o que só irá fomentar o uso de coisas como os routers mobile, para se pagar um só serviço que possa ser partilhado por múltiplos equipamentos.)


Mas, inevitavelmente, lá chegará o dia em que se assumirá como normal que todo e qualquer equipamento esteja ligado à internet, sem que nos tenhamos que preocupar com essas questões de quem é que está a pagar por isso (ou então não. :)

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