2017/01/29

Empresas tecnológicas unem-se contra fecho das fronteiras nos EUA


As coisas estão a complicar-se nos EUA, e a recente proibição da entrada de pessoas de determinados países está a gerar uma enorme confusão, que muitas empresas tecnológicas estão a combater (e até a aproveitar para operações de charme mediático).

Donald Trump ainda nem teve tempo para aquecer a cadeira de presidente dos EUA mas já tomou uma série de medidas que têm deixado os seus opositores (e talvez até alguns apoiantes) perplexos. Medidas como a proibição de entrada no país de muçulmanos oriundos do Iraque, Irão, Síria, Iémen, Sudão, Líbia e Somália, que afectam não só refugiados, como também turistas ou visitantes com vistos válidos, e até cidadãos legais dos EUA com "green cards".

Quer isto dizer que há agora milhares de estudantes e trabalhadores que tinham a sua vida nos EUA, mas que tendo saído do país (por exemplo, um estudante que tenha ido visitar a família; ou um profissional que tenha ido a uma conferência ou exposição noutro país) agora se vêem impedidos de regressar. E não é complicado isso acontecer, quando se está a falar de um universo de mais de 500 mil pessoas.

Muitas delas trabalham para empresas como a Apple, Google, Microsoft, etc. que estão a fazer enorme pressão para que a medida seja revista (para além dos que já recorrem aos tribunais para combater a medida); e enquanto isso, empresas como a Uber já aproveitam para ficar bem no retrato, oferecendo-se para sustentar os condutores que se virem nesta infeliz situação durante 3 meses; enquanto que a Airbnb diz que irá oferecer alojamento às pessoas que forem impedidas de entrar nos EUA.

Refira-se que no caso das pessoas com "green cards", que poderão já estar a trabalhar há anos nos EUA, a obtenção de tal documento já implica um processo bastante rigoroso de aprovação caso a caso, e que inclui a aprovação pelo FBI (depois de verificadas as suas impressões digitais). Enfim...


Actualização: um juiz já suspendeu a deportação automática que Trump queria.

3 comentários:

  1. Já precisa de novo update. DHS vai continuar a seguir as ordens do Trump, sem ligar à decisão do juiz.

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  2. O juiz julgou o caso de duas pessoas detidas ao desembarcar no aeroporto que tinham autorização de residência permanente e que estavam prestes a ser deportadas, conforme a ordem presidencial.
    O juiz bloqueou a deportação automática deles e de quem estivesse na mesma situação. Isso os serviços de emigração dos EUA cumprem. Mas mantém-se o resto da ordem presidencial.

    Vale a pena pesquisar por "judge trump immigration". Além de ter armado a maior das confusões Trump conseguiu virar este mundo e o outro contra ele.

    A ordem presidencial cria excepções e diz que podem entrar as pessoas desses países quando for "do interesse dos EUA". As tecnológicas hão-de usar essa forma para fazer entrar o seu pessoal, mas a maior parte está lixada.

    Como é que estão proibidas de entrar pessoas desses sete países, quando nenhum nacional esteve envolvido em atos de terrorismo nos EUA e podem entrar os nacionais da Arábia Saudita, Egito e Turquia, que estiveram, ainda ninguém percebeu. O que se retém é que é um ataque aos muçulmanos. Ainda mais quando se proíbe a entrada a refugiados muçulmanos sírios (o Canadá diz que recebe os que os EUA não deixar entrar) mas se autoriza a entrada aos refugiados cristãos.

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  3. Que isto sirva de lição para todos: quando se vota num porco o resultado só pode ser... porcaria.

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