2017/01/13

Europa já esta preocupada com o risco dos robots se virarem contra os humanos


O cenário dos robots e/ou inteligências artificiais se revoltarem contra os seus criadores humanos é algo que tem sido abordado regularmente nas histórias de ficção científica, mas os políticos europeus parecem estar preocupados com a possibilidade disso se tornar realidade, propondo leis que garantam que os robots serão mantidos sob controlo.

A proposta inclui a criação de uma nova agência Europeia com competência para gerir questões relacionadas com a inteligência artificial e robótica, mas avança desde já com exigências como a necessidade de todos os robots terem um "kill switch" que permita desligá-los completamente na eventualidade de ficarem fora de controlo, assim como um conjunto de regras que garanta que a interacção de robots com humanos será sempre segura - e a todos os níveis, não só físico como também psicológico (já deverão estar a prever a possibilidade de haver robots que propositadamente tentam levar os seus donos ao desespero!)

Para as regras de trabalho, parecem ter ido buscar inspiração às três leis da robótica propostas por Asimov:

  1. Um robô não pode ferir um ser humano ou, por inacção, permitir que um ser humano sofra algum mal.
  2. Um robô deve obedecer as ordens que lhe sejam dadas por seres humanos excepto nos casos em que ordens entrem em conflito com a Primeira Lei.
  3. Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal protecção não entre em conflito com a Primeira ou Segunda Leis.

Sendo que, se viram o filme... saberão que mesmo com estas leis as coisas poderão descambar, dependendo da interpretação. E já agora, deveriam também introduzir a "lei zero" que Asimov adicionou posteriormente:
  • “Lei Zero”, acima de todas as outras: um robô não pode causar mal à humanidade ou, por omissão, permitir que a humanidade sofra algum mal.

Com leis ou sem elas, o que é certo é que a inteligência artificial e os robots vão inevitavelmente levar a grandes alterações na nossa sociedade. Nesta proposta é também feita referência a que os países comecem a considerar a criação de um "rendimento mínimo garantido" para os cidadãos, já que será previsível que grande parte dos empregos venha a desaparecer, com essas funções a serem feitas por robots e sistemas de Inteligência Artificial, com maior eficiência que qualquer humano.

Resta-nos apenas lutar para que este "futuro dos robots" possa traduzir-se num futuro mais risonho para os humanos... em vez de se tornar num futuro de miséria.

4 comentários:

  1. Pensei que os cookies eram mais mais perigosos para a Europa...

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  2. O pior vai ser quando os humanos se virarem contra os humanos, é preciso fazer leis para impedir isso. :P

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  3. Essa ideia de que um dia quando os robôs fizerem tudo vamos ficar todos desempregados e na "miséria" não é muito realista já que se isso acontecer os donos das fábricas também irão ficar na miséria porque não terão ninguém a quem vender os seus produtos!

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