2017/02/04

VanMoof tem uma "brigada anti-roubo" que tenta recuperar bicicletas roubadas


A VanMoof já deu que falar por embalar as suas dispendiosas bicicletas como televisores, para reduzir o risco de danos no transporte; mas agora é volta a sê-lo por motivos que simultaneamente agradarão e aterrorizarão quem compra bicicletas: o roubo das mesmas e a sua recuperação.

Os avanços tecnológicos facilitaram o processo de localizar objectos, popularizado por funcionalidades como o Find my (i)Phone, e a VanMoof também aplica tecnologia idêntica de localização a algumas das suas bicicletas. Só que, ao contrário do que acontecer com os smartphones, em que vamos ouvindo relatos de algumas pessoas que se aventuram na tentativa de os recuperar, aqui é a própria empresa que emprega um "recuperador de bicicletas roubadas" que tem percorrido a Europa (e até África!) em busca destes espécimes de duas rodas.

Estas aventuras têm sido relatadas publicamente, com o primeiro caso a dar origem a uma viagem de Paris até Bruxelas, onde recuperaram uma bicicleta que já estava carregada num camião com destino a Casablanca. A segunda missão já os levou até Casablanca, onde infelizmente os resultados foram mais desanimadores, não só por terem que se aventurar em áreas em que até os taxistas se recusavam entrar, como também pelo total desinteresse da polícia em auxiliar na recuperação. Ao mesmo tempo, descobre-se que Casablanca parece ser um ponto fulcral no submundo do roubo e redistribuição de bicicletas roubadas...

Tratando-se de bicicletas que custam vários milhares de euros, a funcionalidade de localização e potencial recuperação será uma mais valia interessante. Mas o objectivo principal da marca é criar a reputação de que não vale a pena roubar uma bicicleta VanMoof, perante o risco acrescido da mesma ser localizada e recuperada. Numa visão mais pessimista, poderá apenas fazer com que os ladrões fiquem mais informados quanto à necessidade de inutilizar o sistema de localização das mesmas.

1 comentário:

  1. Casablanca... eheheh... já me tinha esquecido o inferno que aquela cidade pode ser, para qualquer um, mesmo nas zonas turísticas, o perigo é bastante elevado.

    O "tracker" não parece ser um RaspBerry? Porreiro.

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