2017/05/30

Investigadores descobrem mais de 8 mil bugs em pacemakers


Se consideramos preocupante que um hacker possa infiltrar-se no nosso computador usando uma vulnerabilidade ainda desconhecida, o que dirão as pessoas com pacemakers que garantidamente se sabem estar repletos de vulnerabilidades?

Um estudo veio revelar um panorama desolador entre a maioria dos pacemakers com comunicação rádio, em que a maioria deles nem sequer utiliza qualquer tipo de segurança para permitir a comunicação ou alteração dos seus parâmetros. Apesar disso o estudo minimiza os riscos reais referindo a necessidade de se ter o equipamento adequado para essa comunicação, e de que seria necessário estar praticamente encostado à pessoa para o fazer; algo que não é partilhado por todos os especialistas de segurança...

Matthew Green, professor assistente de Computer Science no Johns Hopkins, acusa o estudo de não referir os maiores e mais graves problemas: de que será possível comunicar com os pacemakers usando hardware não oficial e que tenha sido concebido para permitir comunicações a distâncias superiores aos sistemas oficiais. Esses serão os factores que permitirão todo o tipo de cenários apocalípticos, em que um atacante poderia potencialmente matar uma pessoa a dezenas de metros de distância de forma que passaria completamente despercebida...

Parecerá ficção científica, mas como muitas vezes tem sido demonstrado, a ficção científica só é ficção até que alguém se encarregue de a transformar em realidade... Ainda chegaremos ao dia em que clicar num link poderá representar um risco acrescido para quem tiver implantes cardíacos ou de outro tipo? Parece-me que não será assim tão irrealista... especialmente numa era onde se promove que tudo esteja ligado à internet para criar a simultaneamente desejável mas também preocupante IoT (Internet of Things).

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