2017/07/30

Fabricantes alemães de automóveis acusados de criarem "cartel"


O caso dieselgate da VW continua a dar que falar, e agora surge um processo que acusa cinco grandes fabricantes de terem criado um "cartel" que deliberadamente limitou o desenvolvimento da tecnologia e escondeu as emissões poluentes ao longo das últimas décadas.

As dúvidas sobre se a VW seria a única a recorrer a batotas para esconder as emissões poluentes dos seus veículos para o efeito dos testes de poluição há muito que se colocam, com vários fabricantes a tentarem escapar às comparações (ou escrutínio) de todas as formas que podem - ainda recentemente a Mercedes tomou a decisão "preventiva" de chamar centenas de milhares de automóveis para uma "afinação". Mas há quem não queira deixar que o assunto fique esquecido ou arrumado nos bastidores, e avança com um processo contra aquilo que é chamado o círculo dos cinco.

Este círculo consiste na VW, Audi, BMW, Daimler (Mercedes) e Porsche, sendo que também a Bosch é chamada para o processo, por ser o fornecedor dos sistemas que permitiam fazer a batota e esconder as emissões. Mas o caso não se limita ao caso dieselgate, acusando estas empresas de partilharem informações e limitam o ritmo de desenvolvimento, combinando também em quais seriam os fornecedores que aceitariam "no círculo", que teriam que jogar pelas suas regras - prejudicando os restantes fornecedores.

Se será coincidência que isto aconteça quase em simultâneo com o lançamento do Model 3 da Tesla, isso ninguém poderá saber; mas de qualquer forma, tanto a França como o Reino Unido já avançaram com a intenção de proibirem carros com motor de combustão a partir de 2040... pelo que, a bem ou a mal... estas marcas (e todas as outras) têm que se ir preparando para se tornarem exclusivamente eléctricas a ritmo acelerado.

7 comentários:

  1. "tanto a França como o Reino Unido já avançaram com a intenção de proibirem carros com motor de combustão a partir de 2040"... Políticas para "ficarem bem na fotografia"...

    1º) Em 2040 já será tarde demais para a mudança, pois já há reputados cientistas a afirmarem que as metas do Acordo de Paris serão insuficientes para recuperar o Ambiente.
    2º) Em 2040 já os consumidores se terão apercebido das vantagens dos veículos eléctricos (principalmente BEV, mas também PHEV), não só a nível ambiental, como até de preços de aquisição e de uso diário, pois muito antes disso já os preços de venda destes veículos serão menores que os de combustão. As baterias tendem a ficar mais baratas.

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    1. Certo, mas tudo demora o seu tempo. Lembro-me que em 1999 também já por cá se falava de promover os veículos eléctricos e que isso estava para "breve". Já se passaram quase 20 anos e vê o quanto (não) mudou nas nossas estradas.

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    2. Ricardo Cardoso e os veículos elétricos são tão verdes como os pinta??? E as baterias? É energia para os recarregar? Em Portugal ainda temos uma grande parte da energia elétrica produzida a "antiga", e temos aqui condições muito favoráveis para usar só energia limpa....Mas há outros países onde na há tais condições,por isso vão carregar no gás, carvão, gasóleo....E nunca podemos nos esquecer dos poderosos do petróleo!
      P.s. num dia deste li algures um artigo sobre a Tesla,onde estava escrito que a empresa tem só prejuízos,é bem grandes! Vamos ver como corre este model 3 e o preço que chega a UE...
      P.S2 nos usa os estados (interessados) subsidia quase com 10000$ quem quer comprar os carros elétricos... Não sei se desejaria que cá com os meus impostos também fazer o mesmo...ainda por cima carros de 90 ou 100 mil euros ( Tesla model S)

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    3. Serjmar, a TESLA pode ter prejuízos (já que os lucros do S e X estão a ser canalizados para diminuir o preço do model 3), mas está bem cotada em bolsa e está mais bem segura do que a nossa banca... não é um flop como temos visto por aí.
      A energia eléctrica Portuguesa não é produzida como era antigamente. Os dados estão publicados no site da REN para consultar em tempo real. Quanto às baterias, é uma questão de reciclagem e bem mais eficaz do que aparenta. Mais depressa se recicla a bateria de um carro eléctrico, do que o volume equivalente das baterias dos telemóveis que vão para os aterros... Nem vou falar de outros gadgets...
      Em Portugal neste momento não se está a aplicar uma politica de ecologia e as pessoas não vão abdicar do conforto. Isso mudar, eu quase que arriscaria dizer que as térmicas a carvão desapareceriam, não dava para eliminar as gás natural, mas as de carvão iam de vela.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Aparentemente o problema da durabilidade das baterias era num componente qualquer que se degradava muito rapidamente... basta colocar na lei que as baterias tem de durar tipo 50 anos sem de degradarem caso contrário não podem ser fabricadas, distribuídas, oferecidas, arrendadas, vendidas, disponibilizadas, utilizadas, possuídas... e o problema das baterias desaparece num instante.
    Basta pensar nas lâmpadas, feitas para durarem 1000 horas a partir de certa altura só porque era conveniente à indústria quando até pouco tempo antes já chegavam às 2500 horas, e existem patentes para lâmpadas a durarem tipo 100 mil horas e provavelmente até mais que existe pelo menos uma que dura há mais de 1 milhão de horas ( http://www.centennialbulb.org )... logo é possível e acontecerá se as sociedades assim o exigirem... muito mais qualidade, menos desperdício.

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    1. A duração das lâmpadas não está relacionada com este tipo de teorias conspiratórias.
      Há lâmpadas incandescentes a durar 100h e até 50h de catálogo..., como também há lâmpadas a durar 10 000h. Cada uma criada para o fim a que se destinam e com as respectivas características inerentes. Temos que ser realistas quanto às imposições legais. Tem que haver um compromisso de ambas as partes. Parte dos governos quantificar as cedências.

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