2017/07/09

W3C aprova DRM para vídeos na Web


Quando se pensava que a web poderia continuar a demonstrar as capacidades e vantagens de uma plataforma livre de DRM, eis que a W3C vem desapontar os apoiantes das tecnologias livres com a aprovação das Encrypted Media Extensions - um DRM para a web.

Pior do que perpetuar a ilusão da eficácia do DRM (visite-se qualquer site pirata, para ver de que -não- serve usar o mais recente e potente DRM em vídeos, jogos, músicas, etc.) esta medida do W3C aprovar o DRM para a web torna-se ainda mais infeliz por nem sequer ter tido a decência de considerar as muitas excepções que seriam consideradas essenciais para minimizar o seu impacto.

Ou seja, não estão garantidas as condições de segurança para que investigadores possam investigar o funcionamento do DRM para encontrarem potenciais vulnerabilidades (e não faltam exemplos de casos no passado onde o DRM deixava os utilizadores vulneráveis), nem sequer para análise de vídeo automática para fazer coisas como legendagens, traduções, detecção de cenas perigosas (como strobes, para utilizadores com epilepsia, etc.)

Enfim... mais burocracias e apostas em sentido completamente contrário ao que seria desejado: de se ter conteúdo acessível a todos, onde quer que estejam, independentemente do dispositivo em que o quiserem ver. Como sempre, o DRM só vem prejudicar a vida dos utilizadores que queiram seguir as regras, e que se vêem impossibilitados de fazer coisas tão simples como manter um backup no disco ou transferir/converter o conteúdo para o verem noutro equipamento - coisas com que, quem optar por usar o mesmo conteúdo pirateado, nunca terá que se preocupar.

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