O CEO da Phison vem alertar que o panorama de falta de memória irá durar até 2030 e arruinar muitas empresas.
Quem estiver a acompanhar a evolução do preço dos componentes saberá que o preço da memória RAM disparou nos últimos meses, e que o seu efeito se tem alastrado a outros componentes como os SSDs. Mas, em vez de boas notícias, há quem acredite que escassez global de memória poderá estar para durar. O CEO da Phison, Pua Khein-Seng, veio dizer que a falta de DRAM e NAND pode estender-se para além de 2030, num cenário que descreve como uma mudança estrutural na indústria. Numa entrevista, revelou que as empresas de produção de chips estão a exigir até três anos de pré-pagamento para garantir capacidade de produção - algo inédito no sector.
Segundo o responsável, a procura empresarial e ligada à AI ainda não foi totalmente considerada nas previsões actuais. Com os planos para construção de data centers AI de escalas colossais, o consumo de memória deverá atingir máximos históricos este ano e manter-se elevado pelo menos até ao final da década. Neste contexto, várias empresas focadas no segmento de consumo, com marcas de margens reduzidas, poderão não ter capacidade para resistir. Pua antecipa que muitos fabricantes de sistemas poderão encerrar operações ou abandonar determinadas linhas de produto por não conseguirem garantir fornecimento de memória. Na segunda metade de 2026, produtos de gama baixa poderão praticamente desaparecer.
Isto é algo que se começa a fazer notar desde já. Produtos como o Steam Deck tem estado a desaparecer das prateleiras, tendo já sido confirmado que tal se deve a constrangimentos na produção devido à falta de memória RAM. Entretanto, também já começam a circular que a Sony poderá adiar os planos de lançamento da futura de PlayStation 6 por alguns anos. Mas, o verdadeiro impacto será bastante mais vasto e, por enquanto, sem fim à vista.
2026/02/18
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