O apocalipse do preços das memórias DDR5 está a contagiar também as memórias DDR4 e os SSDs.
O preço das memórias DDR5 aumentou drasticamente nos últimos meses, e o cenário começar a tornar-se ainda mais caótico e a alastrar-se a mais sectores do hardware.
Agora, é a vez das memórias DDR4 subirem ainda mais depressa do que os da DDR5. Dados recentes indicam que os preços das memórias DDR4 aumentaram mais de 170% este trimestre, face aos 76% das DDR5, um sinal claro de que os compradores estão a tentar "fugir" aos aumentos das DDR5 e apanham qualquer DRAM a que consigam ter acesso. Há até aqueles que recuam ainda mais, recuperando motherboards com memória DDR3 como forma de escaparem a estes aumentos.
Não dando tréguas, estes aumentos não estão a cingir-se apenas às memórias RAM. Também os SSDs estão a aumentar significativamente de preço (muitos SSDs já custam o dobro e triplo do que custavam o ano passsado), e rumores de que os maiores fabricantes de memória NAND flash - Samsung, a SK hynix e SanDisk - estarão a planear duplicar os preços da NAND este ano fazem prever um cenário totalmente apocalíptico para 2026.
Esta situação já me fez rever a minha estratégia para o meu "velhinho PC". Depois de ter adiado a sua reforma e montagem de um novo PC "topo de gama" em Agosto do ano passado (bem que o deveria ter feito) para aguardar pela nova geração de CPUs que chegaria neste início de ano, a alternativa passou para fazer uns melhoramentos para o tentar assegurar por mais três ou quatro anos - esperando que por essa altura os preços tenham regressado à normalidade.
Para tal, dupliquei a memória dos 24GB para os 48GB (memórias DDR3, que se ainda se encontram a preço "da chuva"), acrescentei um SSD de 2TB (que tinha aqui no "monte", comprado em 2021[!] e já me tinha esquecido), e passei da velhinha Nvidia GTX 1070 para uma RTX 5070, que vai ser bastante desaproveitada tendo em conta o CPU e MB antigos, mas que permite beneficiar do DLSS 4.5 e acelerar as experiências com modelos AI (que até agora obrigavam a andar sempre com "remendos" para que funcionassem num GPU antigo). E no processo, descobri até que existem BIOS modificadas que adicionam suporte para arrancar o sistema directamente de um SSD NVMe M.2 numa placa PCIe - coisa que não era suportada de origem nestas boards com mais de quinze anos.
Este tem sido o PC em que mais tenho tirado partido da dita versatilidade dos "PC". Depois de vários PCs que montei e foram mantidos intocados até serem reformados, sendo substituídos por sistemas novos (umas vezes porque mudavam os sockets, outras vezes porque era necessário fontes novas, etc.), neste PC já fiz melhorias de praticamente tudo o que se pode mudar: CPU, RAM (de 12GB para 24, de 24GB para 48GB), discos (de HDD para SSDs SATA, de SSDs SATA para M.2), acrescentar USB 3.2, placas gráficas (inicialmente duas Nvidia 275 em SLI!) por diversas vezes, entre outras coisas. Nada mau para um PC nascido em 2009!
2026/01/28
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