2026/04/25

Windows 11 reduz reboots forçados nas actualizações

A Microsoft está a dar mais controlo aos utilizadores sobre como e quando são feitos os reboots após as actualizações do Windows.

Tal como tinha prometido, a Microsoft está a fazer mudanças no Windows Update com o objectivo de dar mais controlo aos utilizadores e reduzir as interrupções "no pior momento" causadas por actualizações e reinícios forçados. As novidades já começaram a ser disponibilizadas para utilizadores do programa Windows Insider, esperando minimizar as actualizações em momentos inconvenientes e pouca flexibilidade na gestão do processo.

Uma das melhorias passa por permitir adiar as actualizações logo durante a configuração inicial do sistema (OOBE), algo que ajuda os utilizadores a chegar mais rapidamente ao ambiente de trabalho e instalar updates apenas quando for mais conveniente. Esta opção, no entanto, não está disponível em dispositivos empresariais ou em sistemas que dependem dessas atualizações para funcionar corretamente. Outra mudança relevante está na forma como o sistema permite suspender as actualizações. Em vez de opções rígidas, os utilizadores passam a poder escolher uma data específica através de um calendário integrado, adiando os updates por até 35 dias. Este período pode ser prolongado sucessivamente, sem um limite fixo definido, fazendo com que as actualizações possam ser adiadas indefinidamente se o utilizador assim o desejar.
A Microsoft também está a responder a uma das queixas mais comuns: actualizações que surgem inesperadamente ao desligar ou reiniciar o computador. O menu de energia passa agora a separar claramente as opções normais das relacionadas com updates. Assim, será possível escolher "Reiniciar" ou "Desligar" sem instalar actualizações, a par das opções "Actualizar e reiniciar" ou "Actualizar e desligar" que já existiam.
Além disso, o Windows Update vai tornar mais claro o tipo de actualizações disponíveis, especialmente no caso de drivers. A partir de agora, os updates passam a indicar directamente o tipo de dispositivo a que se referem, como ecrã, áudio ou bateria, facilitando a identificação do que está a ser instalado.

Por fim, a Microsoft quer reduzir o número de reinícios necessários. Em vez de múltiplos updates separados, diferentes tipos de actualizações - incluindo drivers, .NET e firmware - passam a ser agrupados num único processo mensal. Isto significa menos reboots; mas os utilizadores continuam a poder instalar actualizações manualmente sempre que quiserem, mantendo o controlo sobre o processo.

Para já, estas funcionalidades estão em fase de testes nos canais Dev e Experimental do Windows Insider, mas deverão chegar gradualmente a todos os utilizadores ao longo dos próximos meses.

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