2015/08/28

Base de dados da Ashley Madison revela que maioria das suas "mulheres" não existem


Os hackers que atacaram o site Ashley Madison e revelaram a sua base de dados acusavam o site de ser fraudulento, e parece que os dados lhes estão a dar razão, revelando coisas bastante suspeitas sobre as supostas mulheres que estavam registadas no serviço - e que tudo indica nem sequer serem reais.

O site Ashley Madison disponibiliza(va?) um serviço que prometia encontros extra-conjugais com total discrição. Mas desde que a sua base de dados foi tornada pública, que muitas das acusações que eram feitas contra ele parecem estar a ganhar credibilidade redobrada - e nada ajudada pelo facto de este ser um serviço que praticamente fazia chantagem com os seus utilizadores, exigindo um pagamento para que fossem removidos da sua base de dados... coisa que nem sequer era cumprida, pois estes dados incluem também essas mesmas pessoas que pagaram para sair do site.

Mas, há quem tenha ido mais longe e analisado os dados, para saber se realmente se se comprovavam as acusações de que as mulheres registadas no Ashley Madison eram maioritariamente falsas.

O site conta com mais de 36 milhões de utilizadores registados, dos quais 31.3 milhões são homens, e 5.5 milhões são (supostamente) mulheres. Só que este número de mulheres é algo que está sob suspeita há vários anos, quando uma ex-funcionária revelou que tinha sido contratada para criar milhares de registos falsos no site, com mulheres atraentes.

Com o acesso à base de dados, comprova-se que existem, de facto milhares de registos de mulheres com endereços de email como 100/101/102... etc @ashleymadison.com; e que são adicionalmente revalidados pelo facto de terem um endereço IP que indica que estariam a ser criados/usados a partir de computadores usados pelo próprio serviço.

Mas... há outros campos que podem ajudar a ter uma melhor ideia do que se passa realmente... como o número de pessoas que efectivamente foi espreitar as mensagens, sinal de que estaria a utilizar o site.


E aqui as coisas começam a ficar evidentes. Se temos mais de 20 milhões de homens que foram verificar se tinham mensagens; do outro lado temos apenas 1492 mulheres que o fizeram!

... Pelo que, se calhar se poderá dizer que o número de mulheres que realmente usam o serviço está muitíssimo longe dos milhões anunciados, e sendo que a única garantia de mulheres reais que o terão usado serão as 12108 mulheres que pagaram para apagar o seu registo do serviço (mal sabendo que mesmo assim continuam a figurar na base de dados - o que por si só deverá ser suficiente para mais um processo sobre a empresa.)


Actualização: confirma-se que dezenas de milhares de supostas mulheres eram afinal "bots".

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