Na China, o Changan Nevo A06 torna-se no primeiro carro a chegar ao mercado com bateria de iões de sódio.
A CATL e a Changan Automobile apresentaram aquele que dizem ser o primeiro automóvel eléctrico de produção em massa com bateria de iões de sódio. O modelo escolhido foi o Changan Nevo A06, assinalando um passo importante para uma tecnologia que promete reduzir custos e melhorar o desempenho em climas frios.
A bateria de iões de sódio usada nos veículos de passageiros tem 45 kWh e oferece até (optimistas) 400 km de autonomia. Segundo a CATL, futuras evoluções permitirão atingir autonomias de 500 a 600 km, à medida que a tecnologia evolui. Com uma densidade energética de até 175 Wh/kg, estas baterias já se aproximam das LFP, o que viabiliza a sua utilização comercial. O desempenho em temperaturas extremas é um dos grandes trunfos. A CATL refere que estas baterias continuam a carregar a -30°C e mantêm cerca de 90% da capacidade mesmo a -40°C, superando as baterias de lítio convencionais. A empresa acrescenta ainda que são mais seguras e menos inflamáveis.
O factor custo também pesa a favor. O sódio é mais barato e menos sensível a flutuações de mercado que o lítio, cujo preço tem aumentado nos últimos anos. A CATL, que tem apostado nas baterias de sódio, acredita que 2026 será um ponto de viragem, com a tecnologia a chegar a mais veículos e mercados, podendo mudar o rumo das baterias nos veículos eléctricos. Refira-se que a Changan é uma marca que também já está disponível em Portugal.
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Eu a pensar que o sal ia ficar dentro do carro e não fora.
ResponderEliminarE dizer que em 2016 já se havia "trabalhado", em Portugal, as potencialidades das baterias de iões de sódio face ao lítio...
ResponderEliminarApenas mais uma oportunidade perdida para a Europa...
Muito recentemente, este tema foi comentado de forma muito interessante no AutoTalks da Razão Automóvel.
Na medida em que o sódio é cerca de 10x mais abundante do que o lítio e também extraível mais facilmente, resta esperar que o custo de um 100% elétrico possa reduzir considerávelmente.
Talvez o fisco não goste da ideia. :)