O TikTok pode ser forçado a fazer alterações na Europa, para se tornar menos "viciante".
A União Europeia avisou o TikTok que o seu design viciante pode violar as regras digitais. Segundo os reguladores, funcionalidades como o scroll infinito e a apresentação constante de novos conteúdos podem prejudicar o bem-estar físico e mental dos utilizadores, em particular entre as crianças e jovens.
Nas conclusões preliminares, a Comissão Europeia diz que a plataforma não avaliou de forma adequada os riscos e impacto destas escolhas de design (eu diria o contrário: avaliou sim, precisamente com o objectivo de manter os utilizadores agarrados à app). Ao recompensar continuamente os utilizadores com novos vídeos, o TikTok incentiva o consumo prolongado e coloca as pessoas num modo quase automático de utilização.
A empresa rejeitou as acusações, classificando-as como infundadas, e garantiu que vai contestar a decisão. A posição da UE surge numa altura em que vários países avançam com medidas mais duras sobre redes sociais, com Espanha, França, Reino Unido e Austrália a considerarem ou já a aplicar restrições ao acesso de menores de 16 anos. Se as conclusões forem confirmadas, o TikTok pode enfrentar multas até 6% do seu volume de negócios global - ainda assim, longe daquilo que aconteceu nos EUA, em que o TikTok passou a ser controlado por um consórcio de empresas norte-americanas.
2026/02/07
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