A Chuwi enfrenta acusações de ter tentado disfarçar o uso de CPUs AMD Ryzen 5 mais antigos nos seus portáteis CoreBook X.
A marca chinesa Chuwi, conhecida pelos seus portáteis e tablets acessíveis, está envolvida em polémica depois de surgirem relatos de que terá feito chegar aos clientes portáteis com um processador diferente daquele que anunciava. Vários compradores do portátil CoreBook X começaram a relatar o problema online, dizendo que o portátil que compraram indicava vir equipado com chip AMD Ryzen 5 7430U, mas na realidade incluía um Ryzen 5 5500U mais antigo.
O caso assumiu novos contornos quando se descobriu que o portátil, apesar de vir equipado com o chip mais antigo, identificava o processador como o modelo mais recente em praticamente todos os sistemas. A informação mostrava Ryzen 5 7430U no firmware, no Windows, e até em ferramentas de diagnóstico populares como o CPU-Z e HWiNFO. Mas, desmontando-se o portátil, foi possível comprovar que o chip era efectivamente um Ryzen 5 5500U e não um 7430U.
Apesar de ambos os processadores terem seis núcleos e 12 threads, existem diferenças. O Ryzen 5 7430U usa a arquitectura Zen 3 e tem mais cache L3 (16MB) e velocidade mais elevada (2.3/4.3 GHZ), enquanto o Ryzen 5 5500U utiliza a arquitectura Zen 2 da geração anterior (com 8MB L3 e 2.1/4.0 GHz). Na prática, as diferenças de desempenho não são muitas (sendo de cerca de 7-10%), mas não deixa de ser um precedente preocupante que põe em causa a confiança dos consumidores na marca.
A Chuwi ainda não deu qualquer resposta satisfatória, dizendo que poderá ter sido uma "confusão" relacionada com lotes antigos ainda em comercialização. Mas, isso não explicaria porque motivo o sistema foi especificamente alterado para reportar falsamente o chip instalado na máquina. Também não dá grande confiança que, enquanto diz que irá abrir uma "investigação interna", simultaneamente tenha removido as referências directas ao Ryzen 5 7430U na página do portátil, passando a indicar apenas que tem um processador Ryzen 5 de seis núcleos sem especificar qual.
Uma das regras básicas do comércio, seja qual for o produto, é a de se saber exactamente o que se está a comprar - e qualquer manobra "criativa" para tentar enganar os clientes raramente dará bom resultado a médio e longo prazo.
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